After

Ficha técnica


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Sinopse

Quando Tessa vai para a universidade, ela promete à sua mãe que irá se dedicar completamente aos estudos, mantendo-se fiel ao namorado, Noah. Porém, conhece Hardin e seus planos mudam.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

11/04/2019

Ainda no início de After, a protagonista, uma heroína-romântica chamada Tessa (Josephine Langford), vai à sua primeira aula de Economia na faculdade. O professor diz que essa é a disciplina mais importante do ano, e espera que todos aproveitem os 25 anos de experiência que ele adquiriu em Wall Street. É uma fala um tanto ridícula da qual qualquer universitário daria risada, mas no caso do filme os estudantes nem reviram os olhos. É o primeiro indício de que as coisas não irão muito daqui para a frente no longa dirigido por Jenny Gage, a partir do romance homônimo de Anna Todd.
 
Derivado de um livro popularizado na internet, a história é uma espécie de mistura de Cinquenta Tons de Cinza com Crepúsculo. Ese valendo do que há de pior em cada um, Tessa consegue ser ainda mais tola do que Bella Swan e Anastasia Steele juntas. Para piorar, Langford não tem o talento de Kristen Stewart e Dakota Johnson para tentar tirar a personagem do limbo. Pouco ajuda o fato seu par romântico padecer dos mesmos problemas.
 
Interpretado pelo inglês Hero Fiennes Tiffin, o protagonista Hardin é um derivado de Heathcliff, de O morro dos ventos uivantes, de onde saíram a leva de heróis românticos juvenis recentes – o vampiro Edward Cullen, e o sádico Christian Gray –, mas com toques do músico inglês Harry Styles, em quem o personagem do livro de Todd é inspirado. De imediato, Tessa e o rapaz não se dão bem: ela é toda certinha e controlada pela mãe (Selma Blair).
 
Frequentar a faculdade em outra cidade é uma oportunidade para Tessa se soltar, descobrir o mundo. Apesar disso, ela tenta se manter fiel ao namorado que conhece desde a infância – Noah (Dylan Arnold) –, mas Hardin se torna uma grande tentação que, primeiro ela esnoba, mas depois deixa se levar.
 
Não é preciso que um filme romântico juvenil reinvente a roda, mas é necessário algum frescor, algo que inexiste em After. Tal qual o livro original – derivado de um derivado de um derivado –, tudo aqui parece de segunda mão. Desde o perfil das personagens, até seus interesses, e, especialmente, a trilha sonora pegajosa com músicas pop-românticas que parece uma lista aleatória no Spotify. Isso tudo, no entanto, nem seria um incômodo, não fosse o fato de que mais uma vez temos uma história de um relacionamento abusivo que é tomado como fofo – especialmente em sua conclusão. O que não é apenas ruim, mas perigoso. Que tipo de história de amor está sendo vendida à juventude contemporânea? Que não vê problema ser maltratada porque, no fundo, ele é romântico? 

Alysson Oliveira


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