A maldição da chorona

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Sinopse

Na Los Angeles dos anos de 1970, uma assistente social tenta salvar as vidas de seus filhos, ameaçados por uma força sobrenatural mexicana, a Chorona.


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Crítica Cineweb

10/04/2019

A Chorona – uma espécie de Medéia folclórica mexicana que matou os filhos pequenos quando foi traída pelo marido – talvez seja mais conhecida no Brasil graças a um episódio clássico do televisivo Chaves. A figura mítica é causa de alguns mal-entendidos na vila, gerando muitas situações cômicas. A maldição da Chorona é um filme de terror, mas há tanta coisa sem muito sentido, tanta ingenuidade (para não dizer tolice) das personagens que também acaba gerando momentos de humor involuntário.
 
Essa nova adição ao universo do Invocação do mal é claramente um caça-níqueis que poderia ser lançado avulsamente, mas uma rápida cena (piscou, perdeu) e a presença de um certo personagem a ligam aos filmes da boneca Annabelle. O longa dirigido por  Michael Chaves (que não tem nenhuma relação com o personagem do seriado homônimo) é um terror genérico, repleto de sustos e gritos, que deve agradar aos fãs mais ardorosos do gênero – desde que eles não se apeguem muito à lógica. O prólogo, no México do século XVII, mostra a bela Chorona (Marisol Ramirez) afogando seus dois meninos. Corta para a Los Angeles dos anos de 1970, onde uma assistente social recém-viúva, Anna (Linda Cardellini), tenta ajudar uma imigrante mexicana, Patricia (Patricia Velasquez), mas dá tudo errado, e a Chorona mata os filhos desta mulher.
 
Coincidente e convenientemente, Anna tem um filho (Roman Christou) e uma filha (Jaynee-Lynne Kinchen), que se tornam o novo objeto dos instintos filicidas da Chorona. O roteiro, de Mikki Daughtry e Tobias Iaconis (mesma dupla de A cinco passos de você), não ousa levantar voos mais ambiciosos, caminhando pelo terreno mais seguro possível, colocando sustos em todas as cenas, além de água para todos os lados (a casa de Anna tem uma piscina gigantesca!) para facilitar o trabalho da criatura.
 
Chaves é pouco dado a sutilezas, e as aparições da Chorona – uma mulher envelhecida, com olhos amarelos e vestido branco – são sempre marcadas por ventanias, portas e janelas que batem, torneiras que pingam. São tantos os clichês aliados à ingenuidade de Anna, que é impossível não achar graça. Salva-se no entanto, o ator Raymond Cruz, como um curandeiro/exorcista e ex-padre, cuja função na trama, além de tentar salvar os filhos de Anna, é explicar ao público o que está acontecendo. 

Alysson Oliveira


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