John Wick 3 - Parabellum

Ficha técnica


Avaliação do leitor

PéssimoRuimRegularBomÓtimo 4 votos

Vote aqui


País


Sinopse

Depois de matar um membro da organização internacional de assassinos, a cabeça de John Wick está a prêmio, pelo valor de US$14 milhões. Por isso, ele se torna o alvo principal dos seus colegas de profissão.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

09/05/2019

Não se pode acusar o diretor Chad Stahelski de falsidade ideológica – em John Wick 3: Parabellum, ele dá exatamente ao público o que o público quer, o mesmo que entregou nos dois longas anteriores da série sucesso: tiro, porrada e sangue – todos das maneiras mais literais possíveis. Ninguém entra desavisado nesse filme, e quem entra deverá gostar. Como em seus antecessores, o terceiro longa é um balé tingido de vermelho-sangue.
 
A ação começa mais ou menos onde parou no longa anterior: Wick (Keanu Reeves) fugindo em Manhattan alguns minutos antes das 18 horas, quando será expulso da organização global de assassinos, e sua cabeça estará a prêmio. E em cada esquina de Nova York parece haver uma dezena de (ex)-colegas de profissão.
 
Conseguindo escapar dessa perseguição insana por algum tempo, Wick procura uma figura do alto escalão que foi, no passado, sua mentora, e agora é uma coreógrafa de balé – interpretada por Anjelica Huston. Graças a ela, consegue ir para o Marrocos, onde pretende encontrar um dos líderes da organização e reparar seus erros. Lá, encontra Sofia (Halle Berry), que também conheceu no passado, e a convence a embarcar na sua luta.
 
Em Nova York, no entanto, uma figura conhecida como Juíza (Asia Kate Dillon) garante que Wick seja devidamente punido, e contrata um sushi-chef/matador de aluguel, Zero (Mark Dacascos), para dar um fim no protagonista. O que garante litros e litros de sangue jorrados após lutas e batalhas coreografadas com precisão – que se tornam o ponto alto do longa.
 
A coreografia da violência é extremamente bem orquestrada nas mãos de Stahelski, que foi dublê até estrear com o primeiro filme da série, De volta ao jogo, em 2014. Cinco anos e dois filmes mais tarde, sua ambição é grande, e o resultado está à altura. O terceiro longa da série parece um videogame bem produzido com uma coreografia admirável em sua exatidão, capaz de extrair beleza com a ajuda da fotografia de Dan Laustsen, e o desenho de produção de Kevin Kavanaugh, especialmente com o uso de vidro e neon.
 
Por outro lado, o roteiro nunca foi um ponto forte na série. A maioria dos diálogos se resume a ruídos que as pessoas fazem quando batem e/ou apanham. E os personagens são desprovidos de maiores nuances ou motivações. A violência agigantada pode começar, a certa altura, a causar algum mal estar em seus exageros e seu desprezo pela vida humana. É óbvio que é tudo tão estilizado que não dá para chamar de realista, mas seu excesso é desconfortável porque nos lembra que, na vida real, a violência não é estilizada.

Alysson Oliveira


Trailer


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança