Downton Abbey

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Sinopse

Na bela mansão dos Crawley, Downton Abbey, a calmaria é sacudida pela inesperada notícia de que o casal real, de passagem pela região, vai passar uma noite em seus domínios. Tensão à vista tanto para Lady Mary quanto para os empregados - que vão descobrir que os reis têm sua própria equipe para atendê-los, ofendendo seus brios.


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Crítica Cineweb

14/10/2019

Não era nada difícil imaginar uma revisita a Downton Abbey, a bem-sucedida série britânica exibida entre 2011 e 2016, vencedora de 15 Emmy e outros prêmios. O retorno a uma história conhecida, com tantos personagens queridos, não deixa de ser um risco - que foi corrido com muita segurança, mantendo-se o roteirista idealizador da série, o talentoso Julian Fellowes, e um diretor, Michael Engler, que já havia dirigido quatro de seus episódios, entre 2014 e 2015.
 
Mantém-se, assim, o sabor da série, em suas intrincadas mas amistosas relações de classes, simbolizadas pela aristocrática família Crawley, dona da paradisíaca propriedade rural que empresta o nome ao filme, e seus empregados. A trama começa onde a série terminou, dando-se a largada para a ação na iminência da visita de ninguém menos do que o casal real a Downton.
 
As emoções dos habitantes locais variam, no andar de cima e no andar de baixo. Os Crawley se preocupam para que nenhum detalhe do cerimonial destoe, uma missão que fica a cargo de Lady Mary (Michelle Dockery). Na cozinha, a senhora Patmore (Leslie Nicol), leva às mãos à cabeça, apavorada com o trabalhão que vem pela frente. Sua ajudante, Daisy (Sophie McShera), desdenha de sua angústia, desfiando seus entusiasmos republicanos.
 
Ninguém imagina, no entanto, que a realeza tenha sua própria equipe cuidando do serviço pessoal aos soberanos. São eles que desembarcam em Downton, cheios de regras e nariz empinado, colocando a equipe de serviçais da orgulhosa casa para escanteio. São eles que vão servir pessoalmente aos reis, fazer sua comida e encarregar-se de tudo. Os empregados de Downton terão que só ficar olhando e obedecer ao protocolo que os forasteiros vão impor. 
Este é o primeiro foco de conflito, pois bem se pode imaginar uma rebelião a caminho - os empregados de Downton querem mostrar seu valor aos reis e vão dar um jeito de isso acontecer, custe o que custar.
 
Outro núcleo de tensão é criado pela volta do mordomo aposentado, o sr. Carson (Jim Carter), a pedido de Lady Mary - ferindo os brios do novo mordomo, Thomas Barrow (Robert James-Collier). E Tom Branson (Allen Leech) será vigiado de perto, por conta da visita real, por um misterioso capitão Chetwoode (Stephen Campbell Moore), que aparentemente está desconfiado de que os brios antimonarquistas irlandeses do genro do conde de Grantham (Hugh Bonneville) não estão realmente extintos. 
 
Como é tradição, a velha condessa Violet Crawley (Maggie Smith) não desperdiça uma fala sem brilhar ao longo de todo o filme - não há uma única palavra, um único olhar que este monumento de atriz não consiga iluminar de ironia, seja em seus eternos duelos com a amiga Isobel (Penelope Wilton), seja numa disputa por uma herança em que ela vai se lançar com uma parente, Maud Bagshaw (Imelda Staunton), para favorecer seu filho.

Numa produção, como se poderia esperar, muito bem-cuidada, o filme satisfaz quem o frequenta, como acontece quando visitamos a velha casa de uma avó muito querida e somos mimados com todos os doces que esperamos. Downton Abbey é fluente, alternando momentos de diversão e emoção, e permite aos fãs matar a saudade dos integrantes deste grande e talentoso elenco. 

Neusa Barbosa


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