Dora e a cidade perdida

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Sinopse

Depois de crescer na floresta com os pais arqueólogos, Dora é mandada para uma escola em Los Angeles, onde terá de aprender a conviver com outras pessoas de sua idade. Mas isso não a impede de se envolver numa aventura em busca de uma cidade perdida.


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Crítica Cineweb

05/11/2019

Dora e a cidade perdida, o filme protagonizado por Dora, a Aventureira, conhece e muito bem o seu público. E por isso mesmo, lhe dá o que ele quer. E essa é a grande qualidade do longa que leva para o cinema a personagem do desenho animado da televisão, agora interpretada por Isabela Moner, com sagacidade, carisma e graça.
 
Dora surgiu há cerca de duas décadas, como uma criança de 7 anos, acompanhada de uma mochila falante e seu fiel escudeiro, um macaco chamado Botas. Agora, no filme, ela é uma adolescente que, depois de viver aventuras com seus pais arqueólogos (Eva Longoria e Michael Peña) e crescer na selva, vai para uma escola em Los Angeles, cuja fauna se revela mais perigosa do que os animais selvagens.
 
Seu primo Diego (Jeff Wahlberg) tem vergonha dela por causa da ausência de modos; Sammy (Madeleine Madden), a menina mais inteligente da escola, se sente ameaçada, e por isso está sempre provocando Dora; e, por fim, Randy (Nicholas Coombe) é a típica vítima de bullying, que sente pena da heroína do filme. Ao lado desse trio, a protagonista acaba sequestrada, e vai parar numa floresta na América do Sul, onde deverá encontrar seus pais que saíram numa expedição em busca da lendária cidade de Parapata.
 
É quase um exagero elevar uma trama tão simples assim à marca de 102 minutos, mas, estranhamente, tudo funciona (mesmo reciclando ideias de todos os filmes de aventura na selva) – ao menos para o público-alvo. Dora é sagaz, está sempre de bom humor e a procura do lado positivo de tudo, se esforçando para alegrar e animar as pessoas ao seu redor. Ela pode ser irritante, mas é também graciosa.
 
Dora é uma espécie de Lara Croft de um mundo com padrões reais, e Isabela Moner tem uma presença marcante na tela. Repleta de carisma – mais do que a personagem da animação –, a atriz transforma uma figura plana da televisão numa menina de verdade. Mas a grande vitória está no fato do longa não “embranquecer” a protagonista, e abraça sua latinidade com gosto. 

Alysson Oliveira


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