Dois irmãos - Uma jornada fantástica

Ficha técnica

  • Nome: Dois irmãos - Uma jornada fantástica
  • Nome Original: Onward
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2020
  • Gênero: Animação, Comédia, Aventura
  • Duração: 102 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Dan Scanlon
  • Elenco:

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Sinopse

Ao completar 16 anos, Ian recebe uma caixa deixada pelo pai, que morreu quando era pequeno. Nela, um kit ajudaria a trazê-lo de volta para passar algumas horas com o filho. Quando tudo dá errado, ele conta apenas com a ajuda do irmão mais velho para resolver o problema.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

26/02/2020

A Pixar, nos últimos 25 anos, estabeleceu um padrão de qualidade estética tão alto que espera-se de todos os filmes do estúdio “um novo Toy Story” ou “um novo Procurando Nemo” – em termos de ruptura de paradigma. Às vezes, isso até acontece, vide Wall-E, Viva: A vida é uma festa, e Procurando Dory. A mais recente adição à família de animações, Dois Irmãos: Uma Jornada Fantástica, pode não ser dos melhores do selo, mas, também está longe de ser ruim. É um filme ingênuo, em certa medida, e melancólico, mas divertido com suas boas intenções.
 
O que é inegável em praticamente todas as animações da Pixar, além da qualidade técnica, é a atenção dada aos roteiros. Este, escrito pelo diretor, Dan Scalon, Jason Headley e Keith Bunin, é cuidadoso na sua composição dos personagens e no desenvolvimento da relação entre os irmãos, além de criar um mundo de seres fantásticos que lembra, de certa maneira, o nosso. O que não impede que seja das produções mais convencionais do estúdio – mas uma produção convencional da Pixar ainda é superior a muito que se vê por aí.
 
A trama se situa num passado distante, num mundo que era tomado pela magia, uma espécie de reino de fadas, elfos e outros seres fabulosos. Mas a tecnologia substituiu o fantástico, transformando o local em algo muito parecido com um subúrbio de classe média qualquer americano de hoje em dia. Ian vive nesse mundo. Aluno do colegial, ele é tímido e sem amigos. A grande tristeza de sua vida é nunca ter conhecido seu pai, que morreu quando ele ainda era bem pequeno.
 
Seu irmão mais velho, Barley, é uma espécie de roqueiro rebelde e nostálgico que sonha com o retorno da magia. Obviamente, os dois não são muito amigos, mas uma jornada juntos os fará compreender um ao outro. Quando Ian completa 16 anos, recebe um presente deixado pelo pai: um kit mágico que permite a ele, o pai, voltar a ficar com os filhos por algumas horas. Tudo sai errado e o protagonista e o irmão precisam encontrar uma pedra preciosa para que possam completar o feitiço.
 
O pai foi materializado apenas da cintura para baixo, e as pernas, sem o tronco e cabeça, acompanham os irmãos na viagem – o que gera alguns bons momentos de humor do filme. A mãe dos rapazes, por sua vez, procura os filhos e se une a uma Manticora, que, desde o desaparecimento da magia, trabalha como garçonete. Ela será uma personagem fundamental naquilo que o filme prega: trazer de volta a magia e a fantasia a um mundo dominado pelo excesso de tecnologia.

Alysson Oliveira


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