Velozes e Furiosos

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Crítica Cineweb

14/06/2003

O verdadeiro bólido você só conhece quando abre o capô. Velozes e Furiosos tem carros envenenados para quase todos os gostos, principalmente para quem é fã das estrepolias de gangues juvenis. As ruas de Los Angeles servem de palco para cenas de rachas durante as quais o que realmente está em jogo é como demonstrar a masculinidade.

O filme custou US$ 38 milhões, arrecadou mais de US$ 40 milhões no primeiro fim de semana de exibição e foi uma das grandes surpresas da bilheteria no último verão americano. A fórmula é bastante conhecida: jovens musculosos, muita testosterona e mulher bonita para fazer par romântico com o mocinho. Com edição ágil e som altíssimo.

A grande onda entre esses amantes da velocidade é envenenar os carros com peças mecânicas, comandadas por computadores, que suportem misturas explosivas de combustíveis. O grande campeão das proibidas corridas noturnas é Dominic Toretto (Vin Diesel, de O Resgate do Soldado Ryan), ou simplesmente Dom, um careca musculoso e pacato dono de um café na periferia de Los Angeles. Ele consegue, aparentemente, manter este caro esporte com o dinheiro das apostas. Não existe adversário à sua altura até aparecer Brian (Paul Walker). Com um rosto de bom menino, ele não só desafia Dom no racha como também começa a arrastar uma asa para Mia (Jordana Brewster), irmã do machão líder de gangue.

Durante uma batida policial, Brian salva Dom da prisão, o que provoca uma mudança no relacionamento entre os dois. Mas alguns integrantes do grupo não gostam da presença desse estranho, já que ninguém sabe de onde e a que veio. Desconfiança procedente, pois o FBI busca os responsáveis por cinematográficos roubos de caminhões, transportando aparelhos eletrônicos de última geração.

Um filme com roteiro previsível - tem nos chineses os vilões de plantão que povoam os filmes de ação americanos -, boa direção e um elenco bonito, com destaque para Vin Diesel que mostra suficiente capacidade de atuação, dando ao público o personagem mais verossímil da história. Mas sem o estofo psicológico de um James Dean - este sim, um rebelde com causa.

Ana Vidotti


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