Música e Fantasia

Ficha técnica

  • Nome: Música e Fantasia
  • Nome Original: Allegro non Troppo
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Itália
  • Ano de produção: 1977
  • Gênero: Animação
  • Duração: 85 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
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Crítica Cineweb

23/12/2003

Vinte e sete anos depois de Fantasia (1940), a excepcional mistura de desenho animado e música clássica levada às telas por Walt Disney, a Itália formulou sua própria versão da mesma receita. Dirigida por Bruno Bozzetto e Maurizio Nichetti (de Ladrões de Sabonete e Volere, Volare), esta produção convoca um espírito infinitamente mais anárquico, provocativo e erótico do que o clássico da Disney. Por isso mesmo, quem se despir de preconceitos, terá prazer em descobrir (ou rever) a grande criatividade da animação italiana naquela época (1977).

São seis peças musicais. A primeira, de Claude Debussy, embala as aventuras de um velho fauno, correndo atrás de belas ninfas nuas, mas não conseguindo realizar suas fantasias, por mais que tente melhorar sua aparência e disfarçar os efeitos perversos do envelhecimento. Uma das seqüências mais imaginativas mostra uma espécie de balé da evolução, desencadeado a partir do abandono de uma garrafa de coca-cola no chão, tudo isso ao som do Bolero, de Ravel. A mais comovente é, com certeza, a que acompanha os devaneios de um gato abandonado nas ruínas de uma casa, bombardeada por uma guerra qualquer, e que remetem a tempos mais felizes, quando a família que o abrigava vivia ali - com trilha da Valsa Triste, de Sibelius.

Mas têm sua graça as seqüências que mostram os contratempos de uma abelhinha dona-de-casa tentando pôr a mesa no mesmo campo onde um casal apaixonado rola pela relva, fazendo amor (ao som de um concerto de Vivaldi). O Pássaro de Fogo, de Stravinsky, dá a moldura musical do segmento que conta o episódio bíblico da criação do homem e da mulher, com a indispensável participação da serpente.

O único senão está nas cenas ao vivo, intercalando os desenhos com as trapalhadas de uma orquestra de velhinhas regida por um maestro tirânico (o próprio Bozzetto). Bastante datadas e no estilo pastelão, estas intervenções são totalmente dispensáveis. Mas os desenhos, criados pelo próprio Bozzetto e auxiliares, valem a visita.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 28/02/2014 - 22h40 - Por Domingos de Jesus dos Santos Pérez Assisti a este filme acompanhado de três amigos em um cinema pouco frequentado. a película é maravilhosa e gostaria e revê-la mais uma vez.
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