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Festival de Brasília anuncia filmes de abertura e encerramento e novo prêmio

Publicado em 08/08/18 às 15h47

Domingo, ficção de Clara Linhart e Fellipe Barbosa (RJ) será a atração de abertura do 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que se inicia no próximo dia 14 de setembro. A trama acontece no interior do Rio Grande do Sul, no dia 1o de janeiro de 2003, dia de posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Duas famílias do interior gaúcho se reúnem em uma mansão rural para um churrasco, enquanto seus filhos adolescentes, de hormônios à flor da pele, transformam aquela data em um dia transformador. O filme fará sua estreia brasileira no Festival de Brasília, logo depois de voltar de sua estreia mundial no Festival de Veneza, onde será exibido na mostra paralela Venice Days.
 
Antes do longa, será exibido o curta-metragem Imaginário, de Cristiano Burlan (SP), filme que se alinha à vocação política do Festival de Brasília e, às vésperas de uma eleição majoritária, faz um apanhado de discursos marcantes sobre a vida política do país desde os anos 1940.
 
Já no encerramento, antes do anúncio dos premiados com o Troféu Candango, no dia 23 de setembro, será mostrado o documentário América Armada, de Alice Lanari e Pedro Asbeg (RJ). O longa traça um panorama sobre a realidade contemporânea do Brasil ante uma das principais questões contemporâneas: a escalada da violência. Para tanto, o filme parte de alguns personagens marcantes para elucidar paralelos do Brasil com as realidades atuais da Colômbia e do México, investigando de que maneira a presença da cultura e do acesso às armas atinge e modifica as vidas das suas populações.
 
Para celebrar figuras femininas que marcaram o cinema brasileiro, o Festival de Brasília cria, em 2018, o Prêmio Leila Diniz. Embora tenha vivido apenas 27 anos, a presença de Leila no imaginário brasileiro é enorme, tendo sido um exemplo em gestos, ações, palavras e vida da luta pela libertação feminina. No Festival de Brasília, passou como um furacão em 1966 com Todas as Mulheres do Mundo.
Neste ano, o Prêmio Leila Diniz será concedido a duas mulheres de fibra do cinema nacional: Íttala Nandi e Cristina Amaral.  Após importante trajetória no teatro, Íttala estreou como atriz no cinema com O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, filme que ganhou o prêmio principal do Festival de Brasília há exatos 50 anos. Além de vários outros papeis marcantes nos palcos, telas e na TV, Íttala também dirigiu documentários e trabalhou como produtora e dramaturga, tendo ainda sido professora e coordenadora de cursos de cinema. 
 
Cristina Amaral aparece como premiada pela sua importância como montadora de cinema, carreira na qual atua há mais de 40 anos. Entre suas parcerias mais constantes e profícuas incluem-se trabalhos com Andrea Tonacci, Carlos Reichenbach e Edgard Navarro. Cristina recebeu inúmeros prêmios, inclusive o Candango em Brasília, por Sua Excelência o Candidato e Alma Corsária

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