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Morre Stanley Donen, diretor do imortal "Cantando na Chuva"

Publicado em 23/02/19 às 18h51

 Morreu, aos 94 anos, Stanley Donen, o diretor de Cantando na Chuva (1952), um dos musicais mais famosos e celebrados de todos os tempos.
 
Nascido em Columbia, Carolina do Sul, a 13 de abril de 1924, Donen foi dançarino na Broadway nova-iorquina, onde conheceu Gene Kelly, que se tornou um parceiro profissional por muitos anos. Juntos dirigiram o primeiro filme, Um dia em Nova York (1949), com Frank Sinatra no elenco. Donen assinou também Núpcias Reais (1951, com a famosa sequência em que Fred Astaire é visto dançando nas paredes e no teto), Sete Noivas para Sete Irmãos (1954), Cinderela em Paris (1957), com Audrey Hepburn e Fred Astaire, além de quatro filmes estrelados por Cary Grant: O Beijo de Despedida (1957), Indiscreta (1958), Do outro lado, o pecado (1960) e Charada, este novamente com Audrey Hepburn.
 
Seu último longa foi O Feitiço do Rio (1984), mas ele continuou realizando produções para o teatro e a televisão.
Jamais indicado ao Oscar como diretor, ele ganhou uma estatueta em honra de sua carreira em 1998.
 
Sobre sua arte, ele disse uma vez em entrevista à revista The New Yorker: “Como artista, minha meta é ser tão notável quanto Leonardo Da Vinci, tão fantástico, impressionante e único. Ele foi capaz de parar o tempo; eu apenas fiz Cantando na Chuva. É muito bom, sim, melhor do que muitos outros, eu sei. Mas ainda assim me deixa querendo alcançar mais”. 

Neusa Barbosa


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