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CineSesc divulga suas mostras temáticas de 2019

Publicado em 12/03/19 às 12h01

O CineSesc inicia a temporada de 2019 em março e exibirá 35 filmes até outubro. Este ano, serão levadas ao público oito mostras temáticas: “A Poesia do Cotidiano e das Cidades”, “Territórios Hostis”, “Terror Giallo Italiano”, “Corpos Elétricos”, “Arte  e seu Enleio”, “Hong Sang-Soo”, “A História de Três Américas”, “A Família vai Bem, Obrigado”. Com mais de uma década de existência, o objetivo do circuito é democratizar a cultura – todas as exibições são gratuitas –, apresentando obras com formas narrativas impactantes e que trazem reflexões.
 
“A principal marca do CineSesc é o foco no cinema independente. Vale dizer que os filmes participantes têm muitas dificuldades para adentrar no circuito comercial, e até quando conseguem entrar em cartaz ficam restritos a uma ou duas salas nas maiores capitais brasileiras. Fazer esses conteúdos atingirem um público mais amplo é o nosso desafio e uma de nossas tarefas mais importantes”, assinala Marco Aurélio Fialho, analista de Audiovisual do Departamento Nacional do Sesc.
 
Entre os títulos selecionados do CineSesc este ano estão os premiados  “Era o Hotel Cambridge” (melhor filme na 40º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2016 e melhor filme/melhor montagem/Prêmio da Crítica no Festival Internacional do Rio de Janeiro 2016);  “Fátima” (vencedor do César 2016 — o mais importante prêmio do cinema francês);  além de “Tangerine”, destaque na mídia por ter sido filmado inteiramente com smartphones e premiado no Festival do Rio com o troféu Felix de melhor filme; e “Com amor, Van Gogh”, que disputou o Oscar de melhor animação em 2018.
 
O CineSesc é um dos maiores circuitos de exibição de filmes no país. As obras são exibidas nas salas de audiovisual das unidades do Sesc e parceiros, incentivando o debate em torno do cinema brasileiro e internacional, comercial ou independente, em um eixo educativo, artístico e cultural.
 
Anualmente, o CineSesc licencia filmes que são exibidos nas unidades da Instituição durante dois anos. O acervo passa por 250 municípios, em 27 estados brasileiros. Em mais de uma década, cerca de 3 milhões de pessoas foram beneficiadas pela iniciativa. Um grupo de curadores seleciona títulos nacionais e estrangeiros, dentro do critério de produções que não têm muito espaço nos circuitos comerciais, como forma de difundi-las e fazer com que cheguem a públicos com pouco acesso a tais obras. A maioria dos filmes faz parte de uma cinematografia recente, com uma média de 2 a 3 anos de lançamento.
 
PROGRAMAÇÃO
 
Março: A Poesia do Cotidiano e das Cidades – A mostra de abertura apresenta obras detonadores da felicidade do instante, que destacam o elo de contemplação com a vida.
Filmes: “Paterson”, “O sabor da vida”, “O que está por vir”, “Columbus”.
 
Abril: Territórios Hostis - Os territórios são expressões do conflito entre os homens. Este tema aponta diretamente para os fatores que o propiciam: as desigualdades sociais, a ganância por lucros, a especulação imobiliária e o desrespeito por populações tradicionais e históricas, os despossuídos de terra e origem (no caso, os refugiados). A escolha dos filmes foi realizada para evidenciar o quanto a questão do território não é só um fenômeno brasileiro.
Filmes: “Martírio”, “Era o Hotel Cambridge”, “Futuro Perfeito”, “Fátima”.
 
Maio: Terror Giallo Italiano – A sedução exercida pela imagem é algo que muitos pensadores vêm tentando compreender melhor. Mas quando essa sedução é permeada pela violência, a questão se torna mais complexa e questiona o papel da imagem no mundo contemporâneo. O terror é a vertente que mais se defronta com essa questão, e é no giallo, faceta italiana desse gênero, que talvez fique mais evidente a relação entre violência, imagem e beleza. Esta mostra contempla os quatro maiores diretores do subgênero giallo: Mario Bava, Dario Argento, Lucio Fulci e Sergio Martino, com suas respectivas obras.
Filmes: “Seis Mulheres para o assassino”, “Tenebre”, “Uma lagartixa num corpo de mulher”, “No quarto escuro de Satã”.
 
Junho: Corpos Elétricos – Fomenta o debate acerca das questões de gênero e permite colocar em evidência o preconceito que habita em cada um. Os filmes escolhidos têm em comum a colocação desta temática como parte integrante de uma realidade social vivida por todos e abordam especialmente as realidades de três países (Brasil, Chile e Estados Unidos).
Filmes: “Divinas divas”, “Uma mulher fantástica”, “Corpo elétrico”, “Tangerine”.
 
Julho: Arte e seu Enleio - O ego, os relacionamentos amorosos e a relação com o público, assim como a dureza de vivenciar os processos de elaboração simbólica das obras, são alguns temas dos filmes escolhidos para essa mostra. Artes plásticas, dança, literatura e o próprio cinema estão incluídos como objetos temáticos dos títulos e todos lançam discussões fundamentais sobre a criação artística e o próprio papel social da arte.
Filmes; “Com amor, Van Gogh”, “Pendular”, “David Lynch, A Vida de um Artista”, “O Cidadão Ilustre”, “Eu Sou Ingrid Bergman”.
 
Agosto: Hong Sang-Soo - Primeira mostra especial dentro do CineSesc dedicada a um diretor contemporâneo, vivo e em plena atividade. O ritmo de produção de Hong Sang-soo vem impressionando a crítica especializada, de um lado por sua abundância, e de outro por sua qualidade e pela marca inconfundível de sua autoralidade. Na última década, os filmes desse coreano começaram a chegar ao Brasil. O forte das tramas é a abordagem do cotidiano de seus personagens.
Filmes: “Hahaha”, “A Câmera de Claire”, “A visitante francesa”, “Certo agora, errado antes”, “Na praia à noite sozinha”, “Filha de ninguém”.
 
Setembro: A História de Três Américas – A ideia desta mostra é revisitar a história por meio do cinema, com a preocupação de delimitar outras visões acerca dos fatos tidos como inquestionáveis pelos historiadores mais tradicionais.
Filmes: “Eu não sou seu negro”, “Guerra do Paraguay”, “Os últimos dias em Havana”, “Joaquim”.
 
Outubro: A Família vai Bem, Obrigado!  Esta mostra promove reflexão sobre o nosso conceito de família. Os quatro filmes cativam por seu olhar aguçado em relação aos conflitos humanos no âmbito das famílias.
Filmes: “O desejo de minha alma”, “Numa escola em Havana”, “O filho uruguaio”, “As duas Irenes”

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