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Morre em Paris a cineasta Agnès Varda

Publicado em 29/03/19 às 18h12

 Morreu nesta sexta (29-3), em Paris, a cineasta Agnès Varda, aos 90 anos. Nascida na Bélgica, ela era radicada na França, realizando ali a maior parte de sua obra, tendo pertencido ao movimento da Nouvelle Vague, com filmes como La Pointe Courte (1954) e Cléo das 5 às 7 (1962).
 
Varda criou uma obra singular e muito pessoal, pontuada por filmes como o drama Os Renegados (85), que lhe deu o Leão de Ouro em Veneza, e documentários como Black Panthers – realizado em 1968, quando ela vivia em Los Angeles com Demy). Viveu uma fase intensamente criativa neste gênero nos últimos anos, em que se situam Os Catadores e Eu (2000) – considerado um dos melhores documentários de todos os tempos, em 8º lugar na lista dos 50 melhores do British Film Institute -, Os Catadores e Eu, Dois Anois Depois (2002), As praias de Agnès (2008) e Visages, Villages (2017), que ela assinou ao lado do jovem artista JR.
 
Casada com o também cineasta Jacques Demy (entre 1962 e 1990, ano da morte dele), Agnès realizou três filmes em homenagem à obra dele: Jacquot de Nantes (1991), Les demoiselles ont eu 25 ans (1993) e O mundo de Jacques Demy (1995).
 
Ela deixou um último filme, Varda by Agnès, exibido no último Festival de Berlim, em fevereiro, em que ela foi homenageada.
 
Sua filosofia era que nunca quis ensinar ninguém – considerava que sua obra estava aí para quem quisesse desfrutar. E fazia questão de dizer que “sempre se colocou ao lado dos trabalhadores e das mulheres”.
 
Leia entrevista de Agnès Varda sobre o filme "As Praias de Agnès"

Neusa Barbosa


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