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CineSesc e Cinemateca Brasileira realizam mostra de cinema grego

Publicado em 06/11/19 às 14h36

Começa nesta quinta (7-11), no Cinesesc e na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, a IV Mostra de Cinema Grego.
O diretor convidado deste ano, Nikos Perakis, estará em São Paulo para apresentar seus dois filmes: “Esquivar-se e camuflar-se”, um clássico da comédia cult que acompanha soldados durante a ditadura militar na Grécia e “Sirenes no Mar Egeu”, no qual um grupo de soldados gregos se torna o centro de um episódio diplomático após a chegada de vários náufragos turcos na pequena ilha rochosa de Pitta.
 
Este ano, a programação tomou como base edições anteriores, incluindo filmes de diretores familiarizados com ex-participantes - Tonia Marketaki, Eva Stefani e Nikos Nikolaidis, por exemplo – ao mesmo tempo em que apresenta, pela primeira vez, muitos outros cineastas emblemáticos e subestimados.
 
Há dois filmes do conhecido Theo Angelopoulos, um deles, “Atenas, um Regresso à Acrópole”, um documentário poético de 1983 sobre Atenas realizado para a TV e raramente exibido; uma joia etnográfica neorrealista filmada na remota ilha de Spinalonga por Lia Kourkoulakou; e duas seleções de curtas-metragens abrangendo 50 anos de produção cinematográfica, organizadas tematicamente. 
 
Pelo quarto ano consecutivo, a colaboração de longa data da Mostra com a Cinemateca Grega traz um marco dos primórdios da história do cinema grego para o público brasileiro; desta vez é “O amante da pastorinha”, o primeiro filme falado no idioma grego, filmado na Grécia.
 
Um panorama da produção cinematográfica mais recente inclui realizadores que trabalham em, além de, e na esteira da chamada “onda estranha grega”, com cineastas de renome como Yorgos Lanthimos (de quem se exibirá “O sacrifício do cervo sagrado”), acompanhados por diretoras como Athina Rachel Tsangari (de quem se mostra “Chevalier”) e Elina Psikou.
 
Um dos destaques da Mostra é a exibição de obras de cineastas gregas, a maioria, pela primeira vez na Mostra. Neste ano, no total são 11 notáveis diretoras que atuam presentemente no cinema grego, incluindo Athina Rachel Tsangari, Elina Psikou e Sofia Exarchou (de quem se mostra “Park”), além de diretoras com longas carreiras que abrangem televisão, cinema, vídeo e rádio: Lia Kourkoulakou e Katerina Evangelakou (de quem se exibe “Horário de silêncio”).
 
As seleções de curtas-metragens feitas pela pesquisadora Geli Mademli apresentam uma nova geração de talentos – incluindo Kostantina Kotzamani, Jacqueline Lentzou e Sofia Georgovassili – além de vozes singulares como da documentarista Eva Stefani e a falecida Tonia Marketaki. 
 
Neste ano, no Programa de Curtas, a curadora Geli Mademli dividiu em duas apresentações: Grécia/Interiores (cinco filmes que abordaram a relação da mulher com o espaço privado na Grécia) e a Grécia/Exteriores (cinco filmes de diferentes criadores, de diferentes épocas da história grega que tratam do conceito de “espaço público” e nos levam – não como turistas, mas como peripatéticos pensadores -  às entranhas da paisagem urbana: ao refúgio mais seguro). 
 
A curadoria geral da Mostra é assinada por Jacob Moe, jornalista norte-americano, pesquisador em Cinema e fundador da Mostra de Cinema Grego de São Paulo.
 
Confira detalhes dos endereços e horários da programação nos sites do Cinesesc (https://www.sescsp.org.br/unidades/2_CINESESC) e da Cinemateca Brasileira (http://cinemateca.org.br/


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