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Longa brasileiro "Casa de Antiguidades" é selecionado para o Festival de Toronto

Publicado em 31/07/20 às 13h02

 Selecionado para a 73a edição do Festival de Cannes - que seria em maio, mas foi cancelada devido à pandemia, o filme brasileiro Casa de Antiguidades, primeiro longa-metragem do premiado diretor João Paulo Miranda Maria, está na seleção oficial do Festival de Toronto, marcado entre 10 e 20 de setembro. O festival canadense, no entanto, terá uma edição híbirda neste ano, combinando sessões presenciais e online.

No longa, Antônio Pitanga dá vida a Cristovam, um homem simples do interior que precisa mudar de cidade em busca de melhores condições de vida e trabalho. Porém, ele precisa se adaptar a uma realidade diferente daquela que estava acostumado, sofrendo com a solidão e o preconceito dos moradores locais. O diretor João Paulo fala mais sobre o personagem: “O filme tem o protagonismo de Antonio Pitanga, com seus mais de 80 anos, interpretando um homem que veio do interior de Goiás e que enfrentará violentamente um grupo ultra conservador no sul do Brasil.  Isto o guiará num buraco negro profundo e complexo; que espelha um Brasil que está perdido no tempo, com cara dos anos 70.”. 

Do elenco fazem parte também o belga Sam Louwyck (“Cargo”), Ana Flávia Cavalcanti (“Corpo Elétrico”), Aline Marta Maia (“Serial Kelly”) e Gilda Nomacce (“As Boas Maneiras”). A direção de fotografia é de Benjamín Echazarreta, fotógrafo de “Uma Mulher Fantástica”, longa vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, a montagem é de Benjamin Mirguet (“Batalla En El Cielo”) e composição sonora musical de Nicolas Becker (Gravidade).  

Sobre o diretor

Diretor e professor acadêmico, João Paulo Miranda nasceu no interior do estado de São Paulo, em 1982. Fez Cinema no Rio de Janeiro e Mestrado em Multimeios na UNICAMP, apresentando uma dissertação sobre o cineasta Jean Luc Godard e o Grupo Dziga Vertov. Influenciado por sua pesquisa, João Paulo retorna ao interior de SP e funda o grupo de pesquisa e prática cinematográfica Kino-olho. Observando a realidade, ele buscou no cotidiano de sua cidade a inspiração para seu estilo, que chamou de “Cinema Caipira”, uma linguagem a partir da observação da realidade crua e bruta, da qual ele tenta transmitir sua essência. 

Em dezembro de 2015 participou de um laboratório organizado pela Semana da Crítica – Festival de Cannes em parceria com o Torino Lab, em Moulin D’andé – Céci (Centro dos escritores cinematográficos), onde passou por consultoria sobre seu roteiro com grandes especialistas. Em 2017, João Paulo participou de uma residência artística oferecida pelo Festival de Cannes. 

Dentre seus trabalhos estão os curtas-metragens: “Meninas Formicida” – Competição Oficial de Veneza 2017; “A Moça que dançou com o Diabo” (2016) - Festival de Cannes, Competição Oficinal, Prêmio especial do Júri ; 54º New York Film Festival; 60º BFI London film Festival; Festival Internacional Vila do Conde, Portugal; 27º Festival de Curta-metragem de São Paulo – Kinoforum; 5º Olhar de Cinema de Curitiba, Prêmio do Público; “Command Action” (2015) - Festival de Cannes, Mostra competitiva “Semaine de la critique”; Festival Internacional Vila do Conde, Portugal; 59º BFI London Film Festival; 48º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro; V Janela Internacional de Cinema do Recife; 3ª Mostra de Cinema de Gostoso, RN ;“A girl and a Gun” (2009) - Selecionado e premiado no Concurso “The Screening Room Mobile Phone Movie competition” – CNN.


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