Cannes faz silêncio pelas vítimas de Manchester
Cannes fez um minuto de silêncio pelas vítimas do atentado de Manchester hoje (23-5). Mais uma vez, o maior festival do mundo sintonizou com a política e o mundo ao redor, manifestando a vocação intrínseca dos palcos da arte, de todas as artes, para ser caixa de ressonância do mundo.
Para isso, foi divulgada uma nota de solidariedade em nome da direção do festival:
”O Festival de Cannes vem participar seu espanto, indignação e enorme tristeza na sequência de um atentado do qual foram vítimas o público e a cidade de Manchester na noite de ontem.
Mais uma vez, a cultura, a juventude e o espírito de festa que foram visados e atingidos. Como foram golpeadas a liberdade, a generosidade e a tolerância, todas as coisas às quais o festival e todos aqueles que o tornam possível – artistas, profissionais e espectadores – são profundamente ligados.
O Festival de Cannes convida assim a todos os seus participantes a dar testemunho de sua solidariedade em relação às vítimas, suas famílias e o povo britânico observando um minuto de silêncio nesta terça, 23 de maio, às 15h”.

Há perdas que são como estrelas que se apagam. Outras, como se o céu inteiro escurecesse de repente. É o que acaba de acontecer hoje, com a morte do sublime Abbas Kiarostami.
Tive a honra de conhecer Ettore Scola pessoalmente, numa noite, creio que em 2000, quando cobria o Festival de Veneza e, junto com amigos críticos, o descobrimos jantando no mesmo restaurante que nós. Conversamos com ele – era irresistível tentar – e ele, gentilmente, tirou uma foto conosco (essa aí ao lado), que guardo até hoje como um troféu desta minha profissão, tantas vezes ingrata e incerta, mas capaz de proporcionar esses momentos mágicos.