14/06/2024

De olho em novos nomes, Cine PE abre sua nova edição 

Começa nesta quinta (6/6), no Cine-Teatro do Parque, em Recife, o 28º Cine PE – Festival do Audiovisual, exibindo fora de competição o drama Grande Sertão (SP), de Guel Arraes (foto ao lado) no mesmo dia em que a produção estreia em circuito nacional.

Vencedor do prêmio de melhor direção na 27ª edição do Tallinn Black Nights Film Festival, na Estônia, esta nova adaptação do clássico "Grande Sertão: Veredas", do escritor João Guimarães Rosa, transpõe o universo da violência dos jagunços do sertão para o território das organizações criminosas de uma periferia urbana, cercada por muros gigantescos, em um tempo indeterminado. A história, narrada em tom épico, segue a trajetória de Riobaldo (Caio Blat), um professor que ingressou no bando depois de um episódio de violência, convencido a isso por Diadorim (Luísa Arraes), um amigo de infância que integra o grupo - e cuja identidade sexual é, como no livro, objeto de ambiguidade.
Nessa noite inaugural, estarão presentes no Teatro do Parque, sala oficial do festival, vários dos integrantes do elenco, como Caio Blat, Luísa Arraes, Rodrigo Lombardi, Luís Miranda e Eduardo Sterblitch, além do diretor Guel Arraes.

Além disso, na abertura estão previstos uma homenagem à cantora e atriz Tânia Alves (foto ao lado) e um concerto sinfônico da Orquestra Bravo, sob a regência do maestro Dierson Torres, trazendo releituras de músicas que percorrem a história do cinema brasileiro, ao mesmo tempo em que são projetadas cenas dos filmes cujas trilhas são lembradas. Participam desse momento musical os artistas Silvério Pessoa, Mariana Rocha e Carlos Filho.
Dos 28 títulos selecionados para as Mostras Competitivas, 15 são inéditos no Brasil. São 6 curtas nacionais e 4 curtas pernambucanos, além dos 5 longas-metragens, que fazem sua estreia oficial no festival.
Longas e curtas
Os cinco longas nacionais selecionados para a Mostra Competitiva foram os documentários Memórias de um esclerosado (RS), de Thaís Fernandes e Rafael Corrêa, Geografia afetiva (SP), de Mari Moraga, e Invisível (RJ), de Carolina Vilela e Rodrigo Hinrichsen; e as ficções Cordel do amor sem fim (SP), de Daniel Alvim, e No caminho encontrei o vento (PE), de Antonio Fargoni.

Na competição dos curtas pernambucanos, são 8 concorrentes: a animação Nova aurora, de Victor Jiménez; os documentários Das águas, de Adalberto Oliveira e Tiago Martins Rêgo, Descarrego, de Joana Claude, e Moagem, de Odília Nunes; as ficções Chão, de Philippe Wollney, Emocionado, de Pedro Melo, Mãe, de Natália Tavares, e Náufrago, de Vitória Vasconcelos.

Na competição nacional de curtas, compreendendo 15 títulos, comparecem as animações Flores da macambira, de Quiá Rodrigues (ES), Guaracy, de Eliete Della Violla e Daniel Bruson, e Hoje eu só volto amanhã, de Diego Lacerda (PE); os documentários Cacica - a força da mulher xavante, de Jade Rainha (MT), Dentro de mim, de Dayane Teles (AL), O silêncio elementar, de Mariana de Melo (MG), Resistência, de Juraci Júnior (RO), Sertão, América, de Marcela Ilha Bordin (ES), e Vermelho Oliva, de Nina Tedesco (RJ); as ficções A chuva não me viu passar, de Leonardo Gatti (SC), Jogo de classe, de Quico Meirelles (SP), Sempre o mesmo, de João Folharini (SP), Zagêro, de Márcio Picoli (RS), Solange não veio hoje, de Klaus Hanstenreiter (BA), e Dependências, de Luísa Arraes (RJ).

Fora de competição, a Mostra Inquietações, programação paralela dentro do festival, ocupa o Cinema do Porto/Cinema da Fundação, no Bairro do Recife, nos dias 8 e 9 de junho. Ao longo dos dois dias, serão exibidos 9 curtas-metragens: Era uma noite de São João, de Bruna Velden (PB);
Utopia muda, de Júlio Matos (SP); Estação Janga-Lua (O Segundo Mundo do Rádio), de Rui Mendonça (PE); Dinho, de Leo Tabosa (PE); Adam, de Ana Catarina (PR); Cida tem duas sílabas, de Giovana Castellari (SP); Lagrimar, de Paula Vanina (RN); Seu Adauto, de Edvaldo Florêncio dos Santos (PE); e Destino Brasília, de Kalyne Almeida, Leandro Cunha e Sandro Alves de França (PB). As sessões são gratuitas e começam às 14h.

O 28º Cine PE traz na curadoria dos filmes três profissionais ligados ao audiovisual: a crítica de cinema, jornalista, criadora e editora-chefe do site Nervos, Nayara Reynaud; o crítico e programador do circuito Cine Materna, Edu Fernandes; e, em sua primeira participação como curadora do Cine PE, a professora, consultora de roteiro e crítica de cinema Carissa Vieira, colunista do site Cinem(ação).

A sede do festival será no hotel Beach Class Convention, localizado na Rua Maria Carolina, 661, em Boa Viagem, onde são realizadasa as coletivas de imprensa do evento, a partir das 9h do dia seguinte às exibições dos filmes.

Premiações

São 12 categorias de prêmios para a Mostra Competitiva de Longas-Metragens: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Montagem, Edição de Som, Trilha Sonora, Direção de Arte, Ator Coadjuvante, Atriz Coadjuvante, Atriz e Ator. Os filmes das Mostras Competitivas de Curtas-Metragens Nacionais e Pernambucanos são julgados em dez categorias: Melhor Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Montagem, Edição de Som, Trilha Sonora, Direção de Arte, Ator e Atriz.

Além da premiação oficial, o Canal Brasil oferece o Prêmio Canal Brasil de Curtas, no qual um júri composto por jornalistas e críticos de cinema escolhe o melhor curta-metragem em competição. O vencedor recebe o Troféu Canal Brasil e um prêmio de R$ 15 mil, além de ser exibido na grade de programação.

Ingressos

Por mais um ano, a entrada em todas as sessões será gratuita, o que é resultado de um acordo entre a direção do festival e a Prefeitura do Recife, gestora do Cine-Teatro do Parque. Durante o festival, a bilheteria do cinema estará aberta diariamente, a partir das 17h, para retirada dos ingressos. A distribuição das entradas estará sujeita à lotação da sala.

SERVIÇO

28º Cine PE – Festival do Audiovisual

De 6 a 11 de junho de 2024

SESSÕES

Cine-Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81 – Boa Vista – Recife – PE)

A partir das 19h00

Entrada gratuita

Site do festival