20/02/2024
Drama

O desafio de Marguerite

Marguerite é uma jovem matemática francesa brilhante, que está desenvolvendo uma tese numa universidade de prestígio. Quando um colega aponta um erro crucial em seu raciocínio, ela acaba abandonando o doutorado e mudando radicalmente de vida.

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Como transformar algo tão cerebral e abstrato como matemática em algo empolgante num filme? Quem procura a resposta nem deve olhar O desafio de Marguerite, drama francês sobre uma jovem matemática que resolve transformar sua vida após descobrir um erro na tese de doutorado que desenvolve.

 Dirigido por Anna Novion, o filme apresenta Marguerite (Ella Rumpf), uma jovem tímida e genial, que se tornou uma das poucas mulheres a chegar a esse nível na École Normale Supérieure, onde é orientada pelo celebrado professor Werner (Jean-Pierre Darroussin). Ela nos é apresentada dando uma entrevista ao jornal da escola. Sem qualquer charme, mas brilhante, ela se mostra uma protagonista repleta de potencial, assim como sua transformação.

Quando ela está apresentando, mais tarde, seu trabalho numa sala repleta de homens da mesma área, um jovem que veio de Oxford, Lucas (Julien Frison), aponta um erro em seu desenvolvimento, e o mundo dela desaba. Marguerite parece não ter outra vida que não seus estudos, e agora, deixando a escola, abandonada pelo orientador, o que fazer? Viver a vida, ou melhor, descobrir uma vida.

Em busca de trabalho e um lugar para morar, ela conhece Noa (Sonia Bonny), que, por acaso, também procura alguém para dividir o apartamento e as contas. Tudo muito fácil, tudo muito marcado por clichês. Não é preciso fazer as contas de quantos deles estão aqui, mas todos estão, e, mais cedo ou mais tarde, vão aparecer em cena.

 Como um Teorema de Pitágoras, este é um filme marcado por uma fórmula aplicada sem muita distinção, sem qualquer busca de a transgredir. Basta calcular seguindo o modelo, e tudo se resolve. Há momentos visualmente um tanto cafonas, como quando as equações se formam na tela. Nesse sentido, o meme da Nazaré Confusa, que segue o mesmo princípio, mostra mais criatividade do que o filme inteiro.

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