20/02/2024
Terror

A bruxa dos mortos - Baghead

Iris vive na Inglaterra sem muito dinheiro, até que recebe a notícia de que seu pai morreu, deixando-lhe um pub em Berlim. Ao invés de vender o bar, ela resolve assumi-lo. Logo descobre que no porão há uma bruxa que fala com os mortos, e as pessoas pagam para consultá-la. Porém, as coisas escapam de seu controle. Nos cinemas.

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A Bruxa dos Mortos - Baghead é um daqueles terrores genéricos que são despejados às dezenas no streaming todo mês. Eventualmente, algum deles escapa e chega ao cinema. Dirigido por Alberto Corredor, o filme tem como protagonista Iris (Freya Allan), uma jovem inglesa que herda um pub do pai (Peter Mullan), com quem não tinha contato há anos. 

O bar, chamado Cabeça da Rainha, inexplicavelmente, está em Berlim, numa Alemanha onde todos, por questões cinematográficas, falam inglês. Enfim, o estabelecimento vem com um segredo em seu porão – literalmente. Lá no subsolo, vive uma entidade conhecida como Baghead, pois sua cabeça é coberta por um saco de estopa. Mas isso tudo ela descobrirá com o tempo. 

Iris, que não tem dinheiro nenhum, e nada que a prenda na Inglaterra, ao invés de vender o pub, decide ficar com ele. Logo na primeira noite, recebe um visita: Neil (Jeremy Irvine), jovem viúvo rico, que quer falar com a tal bruxa para fazer contato com sua mulher morta há algum tempo. Como assim?, pergunta a protagonista. Ora, dirá o filme, vamos estabelecer umas regras típicas de produções do gênero terror que serão, invariável e obviamente, quebradas. 

Enfim, Iris descobre que pode ter uma mina de ouro se as pessoas pagarem uma fortuna para que a bruxa traga seus mortos por alguns minutos – uma das regras é que o diálogo não pode ultrapassar 2 minutos. Mas não é bem assim, logo na primeira consulta de Neil nem tudo sai como esperado, e quando ele volta para uma nova tentativa, é pior ainda. 

Sem muita criatividade, Corredor faz um filme inócuo repleto de potencial mas que se deixa levar pela cartilha mais batida do gênero. O final é previsível a quilômetros de distância, e as atuações não são as melhores possíveis também, assim como os efeitos visuais. Ao menos, se fosse assumido como um filme B, poderia ser divertido, mas não é o caso. Surpreendente mesmo, só a presença de Mullan, ator conhecido por filmes de temática social, que, aparentemente, está fazendo dinheiro fácil aqui. Sorte dele. 

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