Dogtown and Z-Boys - Onde Tudo Começou

Ficha técnica

  • Nome: Dogtown and Z-Boys - Onde Tudo Começou
  • Nome Original: Dogtown and Z-Boys
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2001
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 91 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Stacy Peralta
  • Elenco: Sean Penn

País


Sinopse

Documentário conta a trajetória de um grupo de skatistas conhecidos como Z-Boys, que radicalizou as técnicas do esporte na década de 1970.


Extras

Cenas Excluídas
Comentários do Diretor e do Editor
Filmografia
Galeria de Fotos


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

22/03/2004

Se para uns a década de 1970 foi apenas "sexo, drogas e rock'n'roll", para um grupo californiano conhecido como os Z-Boys, aqueles foram os anos de "skate, skate e um pouco de surfe para variar". Ao menos é essa a idéia que se tem ao assistir ao documentário Dogtown and Z-Boys - Onde Tudo Começou, cult nos Estados Unidos, mas que chega ao Brasil com três anos de atraso.

Dirigido e roteirizado por Stacy Peralta, o documentário conta a história de um lendário grupo de skatistas chamados Z-Boys que radicalizou com a prática do skate na década de 1970. Moradores de uma região conhecida como Dogtown, nas imediações da famosa Rota 66, os rapazes dividiam seu tempo entre surfar pela manhã e inventar novas manobras radicais com seus skates, baseadas nos movimentos que faziam em suas pranchas. Como diz um dos Z-Boys no filme, "o skate era uma extensão do surfe".

Em meados dos anos 1970, quando os rapazes participaram de uma competição com skatistas de todo país, mostraram um novo estilo muito mais radical e ousado, que transformou não só a vida deles, mas também a história do esporte.

Porém, não é possível acreditar em tudo que se vê na tela. O fato do próprio Peralta ter sido um Z-Boy só contribui com o tom paternalista e autocêntrico do filme. Como todos os depoimentos são dados exclusivamente pelos Z-Boys (e a única Z-Girl), fica no ar saber se eles realmente foram responsáveis pelas inovações ou se apenas pensam que foram. Além disso, o diretor só descreve a evolução do ponto de vista dele, contando apenas as suas experiências. Não é muito provável que toda a transformação de um esporte tenha dependido apenas de um grupo isolado - no caso os Z-Boys - e não das descobertas e inovações de todos os praticantes da modalidade em diversas áreas.

O tom extremamente pedagógico só contribui para burocratizar o filme, que embora tenha interessantes imagens de arquivo e uma trilha sonora eclética, não consegue prender a atenção dos não-iniciados na prática do skate, e que procuram algo de interesse humano. Nesse sentido, o documentário se torna narcisista demais pois o diretor opta por contemplar seu próprio umbigo, insistindo em dizer o quanto os Z-Boys eram únicos e descolados, e mostrando que para eles o mundo se resumia à prática do skate. Não é à toa que o filme nunca fala em contra-cultura e revolução sexual - tão em voga naquele período. Afinal, esses movimentos não fizeram parte do dia-a-dia do grupo.

O tom paternalista e moralista adotado por Peralta, que também é um dos produtores do filme, ignora as drogas e o sexo, o que torna difícil acreditar que esses assuntos não tenham feito parte do cotidiano desses jovens. O roteiro nunca entra nessas questões. Apenas no final ficamos sabendo que, atualmente, um deles está preso por envolvimento com drogas e um outro "foi visto pela última vez no México".

Na verdade, o que Stacy Peralta conseguiu, desde quando era skatista, foi construir um nome de peso no mundo dos esportes e dos negócios, vendendo produtos e ficando rico. Os letreiros finais não negam que todos viraram empresários de sucesso, são casados e têm filhos. Aliás, uma opção de vida bem careta para aqueles que foram os skatistas mais radicais do pedaço.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 26/04/2011 - 01h51 - Por Bruno Piorsk Sem duvida eles foram os fundadores do skate pena que o Jay Adans se fodeu todo com maconha
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