Um Tiro no Escuro

Ficha técnica


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Crítica Cineweb

23/03/2004

O grande trunfo da reexibição de Um Tiro no Escuro nos cinemas não é a carga nostálgica colada à produção de 1964, ou mesmo fazer parte da cômica série A Pantera Cor-de-Rosa. Seu gênero pastelão puro, concentrado e absolutamente irresistível, permite que o espectador se delicie com seu humor quase infantil, em companhia de uma produção elegante, uma trilha sonora sofisticada e um elenco estelar.

No segundo filme da série, considerado o melhor, Peter Sellers volta a interpretar o atrapalhado Inspetor Clouseau. Embora não seja seu melhor papel no cinema - já que não se pode esquecer filmes como Muito Além do Jardim - foi esse personagem que alavancou não apenas a carreira do ator, mas demonstrou toda a sua veia cômica.

Em Um Tiro no Escuro, o oficial da polícia Clouseau é encarregado de investigar o assassinato de um homem, na residência do barão Ballon. A principal suspeita é a bela empregada Maria Cambrelli (Elke Sommer), noiva da vítima, e por quem o inspetor se apaixona quando a conhece. É apenas o começo de um nebuloso mistério que levará à morte grande parte do elenco do filme. Embora a culpa sempre recaia em Maria, Clouseau fica convencido de que uma mulher tão bela não pode ser uma assassina.

É o único filme da série, o segundo cronologicamente e rodado um ano depois de A Pantera Cor-de-Rosa (1963), que não menciona a Pantera, nem mesmo recorre a ela, por meio de desenhos animados, em seus créditos de abertura - aliás, excepcionalmente criativos. Hoje, o talento cômico do diretor Blake Edwards pode parecer inocente demais, ainda mais em tempos cínicos. Mas é justamente nessa completa falta de malícia, que o cineasta, homenageado na festa do Oscar 2004, consegue provar que o mais simples pode se tornar algo sedutor e emocionante.

Rodrigo Zavala


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