O Filho de Chucky

Ficha técnica

  • Nome: O Filho de Chucky
  • Nome Original: Seed of Chucky
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2003
  • Gênero: Terror
  • Duração: 87 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção:
  • Elenco:

País


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

10/01/2005

O boneco assassino Chucky dirige um carro pela estrada quando é cortado por um conversível guiado por uma loira com a placa "BRITNEY". Quando ele buzina, ela faz um gesto obsceno. Na próxima curva da estrada ele fecha a loira, jogando-a ribanceira abaixo. Então, ele diz "Ops! I did it again!" - em referência ao título de uma das músicas da estrelinha pop. Esse é o mais 'divertido' que o terrir O Filho de Chucky consegue ser. O tal filho do título, aliás, não tem órgão genital. Por isso, a mãe e o pai deixam que ele decida se quer ser boneco ou boneca. Ele escolhe os dois. Quando ele assume a personalidade masculina é chamado de Glenn, quando é a feminina, é Glenda. Isso é até onde chega a 'inteligência' desse filme.

O Filho de Chucky é o quinto filme da franquia que há muito já era dada como morta e enterrada - ou esquecida de vez no porão, como todo brinquedo que se preze. Esse filme marca a estréia de Don Mancini na direção - ele foi o responsável pelos roteiros de toda a série envolvendo o boneco psicopata, que estreou no cinema em 1988.

Depois de encontrar uma noiva em 1998, Chucky agora tem um filhinho. A cena inicial é o sonho de todo professor de biologia tornada realidade - mostrando desde o momento em que os espermatozóides começam a correr na trompa até chegar ao óvulo, fecundá-lo e começarem as divisões celulares. O que acontece depois é o pesadelo de qualquer pessoa de bom gosto. E não, não tem a menor graça, por mais que possa parecer.

Glenn/Glenda é um boneco ventríloquo na Inglaterra que foge de seu dono em busca dos pais, Chucky e Tiff, nos Estados Unidos, após vê-los na TV. Estes, por sua vez, se fingem de inanimados e trabalham em Hollywood. Mas nem por isso deixam de utilizar seus instintos assassinos. No momento, participam ao lado de Jennifer Tilly - que, aliás, reprisa a dublagem da noiva de Chucky. Após encontrar o filho que nem sabiam ter, o casal de bonecos decide encontrar dois corpos para poder 'reencarnar'.

A solução é Jennifer e o cantor Redman (que fazem eles mesmos). Ela é uma atriz que não mede esforços para subir na carreira; ele é um diretor de cinema que inventa qualquer mentira para dormir com qualquer uma. A dupla perfeita! Enquanto estão num jantar romântico na casa da moça, o trio de bonecos aparece para fazer a cerimônia da transferência de corpos. Além disso, Tiff cuidará para que Chucky engravide artificialmente a Jennifer para assim terem um bebê para usar como corpo da criança. O filho, por sua vez, é só decepção para o pai. Ele não tem a menor vontade de matar, mas acaba causando algumas mortes acidentalmente.

Tudo isso seria muito sem pé nem cabeça, não fosse a trama mirabolante por si só - o espírito de um criminoso se apropriar de um boneco enquanto tenta conseguir um corpo para onde se transferir. No entanto, O Filho de Chucky não tem diversão nem terror o bastante para se conectar além dos fãs da série.

Jennifer Tilly deve ser a pessoa mais sem vaidade da face da Terra. Ela não se importa em se degradar para o papel. E em certo momento lembra que já foi uma atriz indicada ao Oscar - o pior é que é verdade. Ela zomba de si mesmo quanto à sua voz irritante, os quilos acima do peso e os filmes que fez, como Ligadas pelo Desejo, um thriller lésbico co-estrelado por Gina Gershon.

Com tanta coisa bizarra em cena, a participação de um dos cineastas mais bizarros de todos os tempos, John Waters, acaba passando quase que batida. Ele faz um paparazzi que persegue Jennifer.

O filme fez sucesso moderado nos Estados Unidos, arrecadando pouco mais do que custou. Seria muito bom se o boneco usasse esse dinheiro para fazer uma vasectomia, e assim, evitar trazer mais filhos (e filmes) ao mundo.

Alysson Oliveira


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