O Amigo Oculto

Ficha técnica


País


Sinopse

Psicólogo viúvo (Robert De Niro) muda-se para o campo com a filha de 9 anos (Dakota Fanning). No lugar isolado, a menina não se integra com outras crianças e adota um comportamente violento, atribuindo a culpa do que acontece a um amigo que só ela, ninguém mais, vê.


Extras

Comentário em áudio do diretor, editor e roteirista

Finais alternativos

Cenas excluídas com comentário em áudio

Making of


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

24/02/2005

Nem parece que o filme foi escrito por um roteirista de primeira viagem (Ari Schlossberg). Há uma tamanha quantidade de clichês colhidos de filmes de suspense/terror que daria para montar um catálogo: pai viúvo (Robert De Niro) que leva filha de 9 anos (Dakota Fanning) para morar numa casa isolada no campo, próxima de um lago e um bosque ameaçadores, cercados de vizinhos suspeitos por todos os lados.

Se já se pode aqui reclamar da falta de originalidade, muitas outras queixas virão do uso que se fez dos clichês – que, como se sabe, muda tudo. Bons diretores e roteiristas são capazes de tirar leite de pedra dos mesmos elementos já muito usados num gênero. Não é o caso nem do diretor John Polson, nem do já citado roteirista.

Para piorar, Polson teve na mão um elenco de primeira para fazer coisa melhor. Além de De Niro e da talentosa Dakota (que brilhou em filmes como Uma Lição de Amor), ele desperdiçou o talento de Elisabeth Shue (que foi indicada ao Oscar em Despedida em Las Vegas), Famke Janssen (a Jean Grey de X-Men) e Dylan Baker (de Felicidade e outros filmes de Todd Solondz).

Com uma turma de atores assim tarimbada, fica claro que o filme não funciona por culpa mesmo de uma história ruim. A primeira metade até que dá algumas esperanças, ao criar expectativas em torno da obsessão da menina Emily (Dakota) por um amigo misterioso chamado Charlie, a quem seu pai, o psicólogo David (De Niro) nunca vê – nem ninguém mais, exceto a garotinha. O desenvolvimento e, especialmente, a solução do mistério são de chorar – não de medo, mas de raiva pela falta de imaginação e até de coerência. Quem gosta do gênero, tem tudo para sentir-se frustrado no final.

Neusa Barbosa


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