A Casa de Cera

Ficha técnica


País


Sinopse

Um grupo de jovens perde-se num vilarejo. Eles descobrem que no lugar vive um serial killer que tem um museu de cera. O assassino transforma suas vítimas em peças de sua coleção. Agora, eles tentam salvar suas vidas.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

01/06/2005

A crítica especializada não é condescendente com filmes de terror. Torce o nariz para as produções do gênero, considerado o patinho feio do mundo do cinema, achincalha publicamente suas produções, em escrutínio claramente chacoteiro, e remonta às décadas de 20 e 30 para falar do tempo em que se fazia “terror de verdade” (vide O Fantasma da Ópera, Nosferatu , O Médico e o Monstro). Para infelicidade dos fãs, no entanto, invariavelmente eles estão mais do que certos.

Qualquer um que tenha visto pelo menos dez filmes de terror durante toda a sua vida percebe que a fórmula tem sido freqüentemente denegrida pela imitação, pela violência grosseira e pela completa falta de significado. O que importa realmente é o grotesco com a única intenção de explorar o gosto do público pelo fantástico. E quem sofre com isso é o espectador, claro, que tem que enfrentar pífias produções.

Por isso, quando a produtora americana Dark Castle propôs refilmar clássicos do terror, a idéia pareceu discutível. Afinal, pior de que copiar é copiar errado; e pior do que copiar errado é levar às telas mais uma nulidade narrativa e artística, com base em outra anterior. Mesmo assim, deu-se um crédito à empresa, já que entre os seus fundadores estavam talentos como os produtores Joel Silver (Matrix), Robert Zemeckis (Forrest Gump – O Contador de Histórias) e o diretor Richard Donner (Máquina Mortífera).

Infelizmente os resultados foram, em geral, negativos para a empresa. Se eles fossem medidos pela qualidade dos produtos finais apresentados nos últimos anos, a Dark Castle deveria fechar as portas. Produções medíocres como A Casa da Colina e Navio Fantasma só não foram maiores fracassos porque podem ser comparadas com Na Companhia do Medo e 13 Fantasmas, que passaram a fronteira do vexame.

Como as demais produções da empresa, A Casa de Cera também mostra-se muito aquém das expectativas. Ainda que pretenda ser uma refilmagem da clássica House of Wax, de 1953, o argumento desta nova versão apenas extrai seus elementos mais básicos, combinando-os com fórmulas modernas de terror. Ou seja, reúnem um grupo de jovens abobados e histéricos e um assassino, levando gritos, sustos e sangue à platéia.

Assim, em A Casa de Cera temos uma turma de estudantes que, por um azar do destino, chega a um vilarejo abandonado. Lá, encontram um serial killer mascarado, que começa a assassiná-los um a um, enquanto buscam desesperadamente algum modo de escapar. A originalidade do roteiro – já que a sinopse é genérica – concentra-se no fato de que o assassino vive num museu de cera, onde as figuras humanas são estranhamente reais. Surpresa!.

O diretor Jaume Collet-Serra mostra, pelo menos, certa imaginação visual, inserindo um pouco de dinamismo com seus inusuais jogos de câmera e chamativa cinematografia (isso para um filme B). Os demais elementos da história são repetitivos e previsíveis, levando à conclusão que se podia esperar mais desta obra. Não há suspense, não há boas atuações (basicamente jovens saídos de seriados de TV), bons diálogos ou sequer boas cenas de violência trash (marca desse cinema). Enfim, não oferece quase nada, para um público que já não é lá muito exigente.

Rodrigo Zavala


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