A Chave Mestra

Ficha técnica


País


Sinopse

Caroline (Kate Hudson) é uma enfermeira que aceita o emprego de cuidar de um senhor que sofreu derrame. Além de aturar o mau humor da mulher do paciente, Violet (Gena Rowlands), ela terá de enfrentar estranhas manifestações que aterrorizam a antiga casa onde moram.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

23/08/2005

Nos últimos tempos, filmes com fantasmas, espíritos e superstições têm sofrido de uma mesma maldição: apesar de começarem com um bom ritmo, uma história envolvente e uma boa dose de suspense, perdem o fôlego antes de completar meia hora de projeção. Exemplos não faltam: seja a refilmagem americana Terror em Amytville, o francês Saint Ange (de Pascal Laugier) ou o japonês Visões (de Norio Tsuruda), todos se transformam em uma ma mesmice anódina, que trai os próprios preceitos e os espectadores.

Uma das exceções para este semestre é a estréia de A Chave Mestra. Uma surpresa, já que é dirigida pelo irregular cineasta Iain Softley, responsável pelo constrangedor e cansativo K-Pax, e pelo roteirista Ehren Kruger, o mesmo que assinou Pânico 3 e assassinou a história de O Chamado, quando a adaptou para o cinema americano. Provavelmente foram forças misteriosas que agiram para tornar a nova produção um surpreendente terror sobrenatural.

Embora apresente todo o tipo das mais velhas e desgastadas fórmulas do gênero, a nova produção possui um interessante enredo. Passado em um decadente estado de Lousiana, no sul dos Estados Unidos, conta a história de uma traumatizada jovem, que obsessivamente tenta ajudar idosos em busca de redenção - aparentemente foi omissa nos cuidados de seu pai enfermo. Assim, aceita uma oferta de trabalhar em uma casa colonial.

Contratada pelo advogado Luke (Peter Sarsgard), deve cuidar de Ben Devereaux (John Hurt), um ancião, vítima de um misterioso derrame enquanto estava em seu sótão. Sua esposa superprotetora rechaça a ajuda da jovem e começa a dar as pistas de que a tal casa tem vontade própria e que ali há mais mistérios do que poderia acreditar. Aliás, qualquer pessoa normal, teria um pé atrás em trabalhar em um lugar rodeado de pântanos repleto de crocodilos e cercado por praticantes dos mais assustadores cultos de magia negra.

O mundo criado pelo diretor e pelo roteirista garante uma qualidade técnica e estética, mas não argumental e narrativa. O filme sofre por desperdiçar algumas boas sacadas e bons personagens, ao optar por caminhos fáceis e previsíveis. Nesse contexto, uma reviravolta final salva a produção do desastre e ainda abre brechas para uma possível continuação.

Um ponto positivo para o filme é, sem dúvida, a escolha do elenco, pela interpretação de Kate Hudson, cujo rosto reflete com perfeição a sobriedade e incredulidade de Caroline. Sua rival, a veterana Gena Rowlands, também consegue uma forte interpretação, embora umas cenas indignas se arrastando no chão e caindo de escadas a deixem em condições embaraçosas.

Claramente, A Chave Mestra não é um dos melhores filmes do gênero, mas, pelo menos, não faz feio como a última safra de terror. Quem assistiu Amigo Oculto, Casa de Cera, Água Negra, entre tantos outros, poderá lembrar da decepção. Esta nova estréia pelo menos não decepciona.

Rodrigo Zavala


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