Crash - No Limite

Ficha técnica

  • Nome: Crash - No Limite
  • Nome Original: Crash
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Drama
  • Duração: 113 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Vários personages de classes sociais e raças diferentes acabam se envolvendo num acidente de carro. A formação e posição social de cada um irá interferir no julgamento que fará dos outros envolvidos.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

25/10/2005

O diretor e roteirista Paul Haggis consagrou-se nos Estados Unidos sendo o que há de mais crítico em seu país. Considerado um “não-conformista que desafia padrões”, como o qualificou a revista Razor, é prestigiado como ativista em causas sociais contra a violência e estímulo às artes, principalmente ao público infantil.

Por essas razões não é surpresa que seu último filme Crash – No Limite contenha uma forte crítica ao estado de torpor e pânico que a sociedade americana tem vivido nos últimos anos. Mais do que isso, sua produção coloca essas questões em xeque com todo o preconceito racial destilado à luz do dia por americanos, não importando credo ou classe.

Similar a outras produções sobre caos social em Los Angeles (Grand Canyon, de Lawrence Kasdan, é a que mais se aproxima), o novo filme de Haggis (roteirista de Menina de Ouro) oferece uma narrativa fragmentada, seguindo vários personagens de diferentes etnias e níveis sociais, examinando as complexas (e freqüentemente violentas) relações entre eles. Assim, temos um caucasiano promotor público e sua paranóica esposa, dois jovens negros criminosos, um diretor de TV com problemas de relacionamento com sua mulher, um detetive negro, um policial violento e sua parceira latina e uma família persa que desconfia tanto de seus vizinhos, como seus vizinhos deles.

Em um prisma catastrófico, a ligação entre essas pessoas se transforma em um novelo em que a discriminação é natural. Pensa-se, a princípio, que nessa tensa mescla de raças e ideologias, seria fácil distinguir heróis e vilões. No entanto, para crédito do excelente roteiro de Haggis, os personagens são moralmente volúveis, em momentos de ódio e tolerância. Trata-se de uma questão de oportunidade para elas florescerem.

Contar mais sobre a trama poderia estragar o interessante desenrolar de histórias repletas de reviravoltas. Principalmente quando se fala no caso do promotor interpretado por Brendan Fraser e do policial violento e preconceituoso de Matt Dillon. Ambos, como todo o elenco, contracenam de forma bastante competente, mesmo Sandra Bullock, para quem a crítica sempre torce o nariz. Mais um ponto para o diretor.

No final das contas, o que mais vale nesta produção, sem dúvida, é a mensagem - até porque o final é vergonhosamente clichê. Nesse sentido, se supõe que o recado final, a moral da história, será diferente para cada pessoa. A tolerância seria mais fácil e lúcida, mas a produção comporta uma série de temas interligados, o que exige uma melhor reflexão por parte do espectador.

Rodrigo Zavala


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Comentários:
  • 25/05/2010 - 16h14 - Por Guilherme Brito É que eu estou fazendo um trabalho de inglês dai gostaria de saber essas perguntas
    Por que o nome do filme é Crash no limite?
    Por que o filme mostra uma batida no ínicio e no final?
  • 17/04/2012 - 15h33 - Por daiana nuss adorei o filme e me ajudo muuiito no trabalho de ingles .......
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