O Exorcismo de Emily Rose

Ficha técnica

  • Nome: O Exorcismo de Emily Rose
  • Nome Original: The Exorcism of Emily Rose
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2005
  • Gênero: Terror, Drama
  • Duração: 119 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Emily Rose é uma garota religiosa e feliz que sai de casa para a universidade e começa a ter um comportamento estranho. A família acredita que ela está possuída pelo demônio. Chama-se o pároco local para exorcizá-la. A moça acaba morrendo e o padre é acusado de negligência. Para defendê-lo entra em cena uma jovem advogada ambiciosa.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

29/11/2005

Como tema à parte na cinematografia de terror, relatos de possessão são invariavelmente produções de gosto duvidoso. Mesmo aquelas consideradas clássicas, como O Exorcista (1974), contêm sinais inequívocos de fragilidade narrativa e, muitas vezes, escatologia excessiva. Cenas de vômitos espontâneos são apenas detalhes de tramas mal estruturadas, cujo único objetivo real é amedrontar o espectador incauto.

No entanto, uma das surpresas de O Exorcismo de Emily Rose é utilizar todos os artifícios possíveis – encontrados em produções do gênero – para confundir a quem vê. Ao eleger como fundamental o drama judicial, coloca a possessão como pano de fundo de uma perturbante crônica de desespero. Seria Emily louca, ou, como a própria igreja católica atestou, vítima de almas maléficas que se apoderam de seu corpo?

Entre a verdade e a ilusão, o filme conta supostamente uma história baseada em fatos verídicos (ocorridos com a jovem americana Anneliese Michel), na qual uma adolescente morre, aqui a tal Emily Rose, durante uma cerimônia de exorcismo. O padre que o realizou é defendido pelo preceito católico da manifestação do demônio. Por outro lado, existe a justiça americana, que vê na situação um carnaval de absurdos e entende que a jovem poderia muito bem ter sido tratada pela medicina moderna.

Para defender o padre Morre (o excelente Tom Wilkinson), entra em cena a advogada agnóstica Erin Bruner (Laura Linney), que terá de provar o impossível: seis demônios possuíam o corpo da jovem e, portanto, não se trata de um homicídio doloso. Enquanto isso, o promotor Ethan Thomas (Campbell Scott) ironiza a defesa, dando ao cinema pérolas memoráveis de estupidez jurídica, em diálogos que poderiam ter sido cortados antes mesmo da filmagem.

Nesse imbróglio, são vários os elementos que tornam o filme atrativo ao grande público. Em primeiro lugar, inegavelmente, ele brinca com as crenças do espectador, que deve pensar antes de se assustar. Um bom sinal de clareza e competência do roteiro. Outro ponto fundamental é o bom trabalho do elenco. Laura, Wilkinson, Scott e até Jennifer Carpenter (a pobre moça que se contorce, rosna e come insetos) conseguem dar credibilidade aos personagens, apesar da inverossímil história.

Para os fãs do gênero de terror também há a boa notícia de que as cenas de possessão e de visões demoníacas são honestas e assustadoras. A tensão é uma das armas deste filme, apesar do desfecho conveniente e demasiadamente melodramático. Outra notícia interessante é a participação especial da atriz Mary Beth Hurt, para a diversão de cinéfilos dos anos 80.

Rodrigo Zavala


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