Anjos da Noite - A Evolução

Ficha técnica

  • Nome: Anjos da Noite - A Evolução
  • Nome Original: Underworld : Evolution
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2006
  • Gênero: Ação, Fantasia
  • Duração: 106 min
  • Classificação: Livre
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

Selene (Kate Beckinsale) e Michael (Scott Speedman) continuam fugindo dos vampiros que os perseguem. A situação piora ainda mais quando o temido Marcus (Tony Curran) aparece como uma nova ameaça e novos mistérios. E assim, buscando pistas e informações para a conspiração entre as duas raças, os heróis chegam até a origem das espécies.



Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

13/03/2006

Um dos exercícios mais anedóticos para amantes do cinema fantástico é pesquisar a mitologia de vampiros, lobisomens, ou qualquer outra criatura sinistra, nas produções cinematográficas. Independente da qualidade ou nacionalidade dos filmes, os roteiros invariavelmente trazem uma nova versão para a origem desses personagens, sem maiores pudores ou autocrítica.

Por essa razão, curiosas e excêntricas explicações surgem nas histórias com o único objetivo de apontar os rumos fáceis em nebulosos enredos. O exemplo mais marcante vem do filme Drácula 2000 (Patrick Lussier), em que, no fim, descobre-se que o personagem principal é – para a surpresa dos espectadores – Judas Iscariotes.

No entanto, outros roteiros trazem fontes menos inusitadas para compor a genealogia de seus personagens. Em Anjos da Noite, por exemplo, não faltam referências a videogames como “Werewolf: The Apocalypse” e “Vampire: The Mascarade”, que por sua vez se inspiraram em uma série de RPGs (Role Playing Games) considerados verdadeiras bíblias pelos mais aficionados.

Quando o espectador assistir à segunda parte da milenar luta entre lobisomens e vampiros, portanto, conhecerá mais uma versão para a origem desses personagens. Afinal, Anjos da Noite – A Evolução desvenda os segredos não revelados durante as aventuras da produção precedente.

O argumento é uma continuação direta do filme original. A princípio encontramos Selene (Kate Beckinsale) e Michael (Scott Speedman) fugindo dos vampiros que ainda os perseguem. A situação piora ainda mais quando o temido Marcus (Tony Curran) aparece como uma nova ameaça e novos mistérios (sua relação com Selene é um exemplo). E assim, buscando pistas e informações para a conspiração entre as duas raças, os heróis chegam até a origem das espécies.

O que se pode dizer com o decorrer da história é que o diretor Len Wiseman comente os mesmos erros de David Twohy, responsável pelo A Batalha de Riddick (2004). Ambos tiveram uma exacerbada ambição de criar mundos mitológicos ricos em história e personagens, mas não conseguiram unir essa vontade ao fluxo narrativo.

Assim, cada revelação é forçadamente solene, dando a impressão de que o roteiro exige assombro por parte dos espectadores a cada portentoso discurso. O que, no fim, não funciona, pois os diálogos, mal construídos, colocam os personagens em situações confusas e irrelevantes.

Mesmo os efeitos especiais parecem irregulares em alguns pontos. No entanto, a falha é rapidamente superada pelas boas cenas de luta, coreografadas exaustivamente pelo elenco. A boa qualidade do trabalho dá a agilidade que o filme precisa para fazer os fãs lotarem os cinemas em busca de entretenimento sombrio no submundo.

Rodrigo Zavala


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