O Amor em 5 Tempos

Ficha técnica

  • Nome: O Amor em 5 Tempos
  • Nome Original: 5X2
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2004
  • Gênero: Drama
  • Duração: 90 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: François Ozon
  • Elenco:

País


Sinopse

O longa mostra, do fim para o começo, cinco momentos na vida do casal Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss). A história começa com o divórcio e termina com eles se apaixonando, em meio a isso há o casamento, o nascimento do filho e outros acontecimentos da vida a dois.


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Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

29/05/2006

Em O Amor em 5 Tempos, o diretor francês François Ozon narra a história de um amor fadado à infelicidade. Possui até um suposto final feliz, mas é contada em ordem reversa. Dessa forma, a alegria de cada cena é negada pela cena inicial, que mostra o divórcio de um casal.

Ozon apresenta uma espécie de cinco momentos de uma vida a dois – do fim para o começo. Apesar de usar essa reversibilidade, em momento algum isso se torna mais importante do que o filme – como em Irreversível ou Amnésia. O artifício apenas colabora para aumentar o sentimento de melancolia e perda que percorre todo o longa. Cada um dos segmentos é ligado por uma música francesa que traduz os sentimentos e a atmosfera.

As primeiras imagens mostram o doloroso processo de divórcio de Marion (Valeria Bruni Tedeschi) e Gilles (Stéphane Freiss). A burocrática partilha dos bens e a complicada escolha de quem vai ficar com o filho, emergem de uma vez só.

De forma cumulativa, o roteiro é minimalista, centrando-se apenas nos dois personagens e uma ou outra pessoa que são importantes para definir o momento. Voltando no tempo, mostra-se um intrigante jantar envolvendo o casal, o irmão gay de Gilles e seu namorado. Sem deixar nada explícito, Ozon e sua colaboradora no roteiro, Emmanuèle Bernheim, mostram que esse foi o começo do fim.

Gilles e Marion formam um casal que querem as mesmas coisas, mas em horas diferentes. Por isso, o que é a alegria de um pode ser motivo de depressão para o outro. Centrando-se apenas no casal, o filme conta com poucos personagens e desenvolve as situações com densidade e veracidade.

Voltando mais ainda no tempo, temos contato com o nascimento do filho Nicolas, com o casamento de Gilles e Marion, e, finalmente, a forma como eles se apaixonaram. É, enfim, um suposto final feliz, que não pôde se materializar por conta de tudo o que já foi mostrado. Dessa forma, Ozon faz um dos trabalhos mais tristes da sua filmografia.

Talvez sinta-se a falta do impacto da revelação final de Swimming Pool ou da acidez de Sitcom – Nossa Linda Família, mas aqui a proposta é outra: é contar a crônica de um amor que parece fadado a não dar certo.

Ozon definiu seu filme como uma obra que começa à la Bergman e termina à la Lelouch. Em O Amor em 5 Tempos , o cineasta está no auge da forma se propondo a desmantelar com elegância um casamento, que poderia ser feliz, mas que por diversas circunstâncias não encontrou a sua razão de ser.

Alysson Oliveira


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