007 - Cassino Royale

Ficha técnica


País


Sinopse

James Bond, o agente 007 (Daniel Craig) persegue um terrorista internacional e invade a sede de uma embaixada. Isto lhe dá problemas com a chefe M (Judi Dench), que o manda tirar férias. Ele desobedece e vai acabar conseguindo enfrentar Le Chiffre (Mads Mikkelsen), financiador de terroristas internacionais, numa disputada mesa de pôquer. Em jogo, muitos milhões de dólares e sua própria vida.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/12/2006

Com Daniel Craig, sua cara de mau, seu físico malhado e os cintilantes olhos azuis, a franquia James Bond recomeça para capturar novas gerações, dando de barato que os antigos fãs ainda estejam por aí e aprovem o novo eleito – o que aparentemente já aconteceu. As bilheterias na Inglaterra, pátria do agente, e mundo afora, estão tilintando a olhos vistos com o trabalho do diretor Martin Campbell, que há havia freqüentado este território há 11 anos, dirigindo Goldeneye, justamente a estréia do irlandês Pierce Brosnan no papel.

Daniel Craig, o novo 007 que vem de filmes como Munique e Estrada para Perdição, passou no teste. É um puro e duro agente secreto a serviço de Sua Majestade britânica. Ele não pisca antes de matar alguém e não tem mesmo coração sensível. Com uma única exceção. Mas Eva Green, a musa de Os Sonhadores, não é mesmo deste mundo.

Para recomeçar, nada melhor do que 007 - Cassino Royale é a primeira história da série escrita por Ian Fleming que enriqueceu a família Broccoli, produtora dos 21 filmes, contando este. Houve um primeiro Cassino Royale, aliás, em 1967, com David Niven e Peter Selles se alternando no papel de Bond, Ursula Andress como a musa, Orson Welles como o vilão e até Woody Allen no elenco.

Este novo Cassino Royale começa com muita ação. A seqüência de apresentação é de arrepiar. Bond procura capturar um presumível terrorista cujo rosto coberto de cicatrizes de queimaduras deixa bem claro seu tipo de atividade mais corriqueira – e não é a de bombeiro. Perseguido pelo agente 007, ele sobe e desce de plataformas de construção, salta de prédios, entra e sai por janelas, não raro a grande altura. Os dois sobrevivem mais ou menos incólumes para ter seu duelo final dentro do território de uma embaixada – a primeira desobediência do 007, que vai valer um puxão de orelha da chefe, M (Judi Dench), principalmente porque ele foi se explicar com maior sem-cerimônia, invadindo a casa dela também.

Quem pensa que o 007 vai adquirir modos mais corteses, engana-se. Aconselhado pela chefe a ficar fora de circulação, ele obviamente vai fazer o contrário – como reza o manual dos filmes de ação. Vai ganhar um anjo da guarda, Vesper Lynd (Eva Green), encarregada de controlar seus gastos e despertar o único músculo pouco utilizado de sua figura esculpida em academias: o bom e velho coração.

Defendendo um papel ingrato, porque frágil e indigno dos atributos de seu papel em Os Sonhadores, Eva Green pouco mais faz em cena do que temperar a fúria do colega. Ela tem um pouco mais de importância para ele do que parece, mas esconde seus segredos também. Em todo caso, o que interessa é o jogo. E no pôquer é que o agente vai mostrar que pode derrotar o arquivilão da fita, o financista de terroristas Le Chiffre (Mads Mikkelsen), que exibe a característica bizarra de derramar de vez em quando uma lágrima de sangue do olho esquerdo. Vilão de 007 sempre tem dessas coisas, e os produtores continuam ciosos desta que é uma de suas mais caras tradições.

Falando em tradição, uma que foi para o espaço foi a receita de martini. O novo 007 muda os ingredientes e o modo de fazer. E o efeito, afinal, é atordoante.

Neusa Barbosa


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