Desbravadores

Ficha técnica

  • Nome: Desbravadores
  • Nome Original: Pathfinder
  • Cor filmagem: Colorida
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Aventura, Ação
  • Duração: 99 min
  • Classificação: 12 anos
  • Direção:
  • Elenco:

País


Sinopse

A história passa-se no século X, 500 anos antes da chegada de Colombo à América. Depois de uma batalha dos vikings contra os indígenas, um garoto é esquecido para trás. Uma nativa encontra-o abandonado num navio e o leva para a sua tribo, onde ele é adotado.


Extras

- Comentário em áudio do diretor

- Cenas Excluídas

- Featurettes

- Trailers


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

11/10/2007

Quando o arqueólogo dinamarquês Johannes Brøndsted publicou seu livro Os Vikings, em 1959, a academia ainda duvidava que a expansão territorial dos povos escandinavos havia atravessado o Atlântico, muito antes das caravelas Pinta, Nina e Santa Marina serem construídas. Apenas em 1964 é que todo o mundo teve que destorcer o nariz para Brøndsted, quando o sítio canadense de L’Anse Aux Meadows foi descoberto, com toda a parafernália nórdica enterrada.

Embora pareça empolgante imaginar como os vikings conseguiram tal façanha, a única roteirista que pensou no tema foi Laeta Kalogridis (co-roteirista de Alexandre, de Oliver Stone), meio século depois. Esperou-se, então, que finalmente fossem projetadas em tela grande as peripécias nórdicas e seu relacionamento com os nativos americanos.

No entanto, com o nome original de Pathfinder (algo como “aquele que encontra o caminho”), o filme Desbravadores diz mais sobre os índios do que sobre o povo nórdico. Vendido como o grande enfrentamento entre os dois povos, a produção é um engodo, com profundos buracos no roteiro e um decepcionante protagonista.

Tudo começa quando uma índia encontra um barco viking naufragado no leito de um pequeno rio (como ele foi parar ali é o primeiro grande mistério da produção). A tripulação está morta, exceto por uma criança viking. Penalizada, a índia leva a criança para a tribo e após uma deliberação rápida decidem que ela tem um destino e então deverá ser adotada com o nome de Ghost (fantasma), graças à sua tez.

Depois de 15 anos, Ghost (Karl Urban, da trilogia O Senhor dos Anéis) já tem mais de 30 anos (segundo mistério) e busca uma forma de se tornar um grande guerreiro para sua tribo, que discrimina sua ascendência. A oportunidade chega quando um grupo viking desembarca na região para uma limpeza étnica, pois decidem que ali será seu novo lar.

A única pessoa apta a enfrentá-los é Ghost. Afinal, ele é o único que tem uma espada de metal, treinamento para usá-la (que ele guardou de uma suposta formação bélica na primeira infância) e que entende de estratégias de guerra. Os índios, parvos e armados com paus e pedras, não têm qualquer chance. Assim, como uma espécie de Rambo viking-apache, Ghost enfrenta os vilões, sofrendo toda sorte de maus tratos.

Não deixa de ser curioso na história o motivo dos vikings. Se queriam colonizar, porque não havia mulheres no barco, já que as “selvagens” não seriam aceitas no grupo? Ou mesmo: como o pequeno barco mostrado nas cenas conseguiu atravessar meio mundo com tal contingente de vikings? Enfim, frente ao inexplicável os adeptos do auto-engano olham para o sofá.

O diretor Marcus Nispel (da refilmagem O Massacre da Serra Elétrica) tem pouco a fazer, além de tentar caprichar nas cenas de ação e no realismo das decapitações e desmembramentos. Mesmo o ator Karl Urban não coopera. Apesar de seu personagem quase não ter falas, sua falta de aptidão dramática é notadamente um peso para o filme. Sofre o espectador, que assiste a uma história sem sentido, com uma mensagem final de cartão de aniversário de banca de jornal.

Rodrigo Zavala


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