Angel

Ficha técnica

  • Nome: Angel
  • Nome Original: Angel
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: França
  • Ano de produção: 2007
  • Gênero: Drama
  • Duração: 134 min
  • Classificação: 14 anos
  • Direção: François Ozon
  • Elenco:

País


Sinopse

Angel é uma jovem do interior da Inglaterra que sonha em ser escritora. Um editor de Londres se interessa pelo seu trabalho e a garota muda para a cidade grande, onde, com o tempo, conquista a fama e dinheiro. Porém, em sua vida amorosa, ela parece nunca ter sucesso.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

06/03/2008

Angel é o primeiro filme em língua inglesa do cineasta francês François Ozon (Swimming Pool – À Beira da Piscina). Protagonizado por Romola Garai (Desejo e Reparação), no papel-título, o longa tem roteiro baseado num romance de Elizabeth Taylor, uma escritora inglesa popular na primeira metade do século passado, e homônima da atriz.

O tom que Ozon busca, e isso fica claro já nos créditos, é satirizar os melodramas. Porém, sem muita ironia ou sagacidade, Angel cai no mesmo nível água-com-açúcar que tanto tenta ironizar. A personagem sonha ser escritora, mas, sendo de um meio social pobre, aparentemente não tem a menor chance de conseguir realizá-lo. Um pouco de sorte e os contatos certos permitirão a sua ascensão social e financeira.

No início do século XX, Angel, filha de um comerciante (Jacqueline Tong), já mostra alguns dons para fazer uma literatura romântica e barata, colocando seus sonhos apaixonados de menina no papel. A sorte parece lhe sorrir quando um editor de Londres, Théo (Sam Neil, Jurassic Park III), gosta de uma de suas histórias. A garota muda-se para Londres, cheia de si e achando que fará um enorme sucesso.

Angel é teimosa e não abre mão do que escreveu, não aceitando mudanças nem em erros evidentes de seu texto. Théo tem facilidade em vender a literatura feita por sua nova protegida, o que garante a ela uma boa renda. Porém, mudanças na sociedade edwardiana pouco antes da Primeira Guerra Mundial atrapalharão os planos da escritora.

Agora que está riquíssima, Angel compra a casa que sempre sonhou, uma mansão que batiza de Paraíso. Também contrata uma secretária (Lucy Russell, de A Inglesa e o Duque), irmã de um pintor fracassado, chamado Esmé (Michael Fassbender, de 300), por quem a protagonista é apaixonada.

A vida de Angel é um vale de lágrimas amargas. Nada parece dar certo – exceto o sucesso material. Não consegue concretizar a sua paixão, não se firma na sociedade – afinal, não é bem-nascida – e na verdade não tem amigos.

Ozon carrega nas tintas e bem antes da metade abandona o tom irônico do início, para afundar num melodrama pesado, com personagens sem nuances ou simpatia. A protagonista é interpretada por Romola no piloto automático, o que transforma Angel numa autômata chata – algo bem longe de um ser humano.

Para um diretor que dissecou tão bem altos e baixos de uma relação amorosa em 5 X 2 – Os Cinco Tempos do Amor, aqui parece conhecer pouco da dinâmica entre homem e mulher. A relação entre Angel e Esmé nunca parece convincente, afinal, os dois são tão absorvidos em si mesmos que acreditar que amam uma outra pessoa é praticamente impossível.

Se a intenção de Ozon era fazer um filme à moda antiga, ele conseguiu em alguns aspectos – em especial quando deixa de lado uma certa leveza e naturalismo. Porém, aqui não há uma releitura de melodramas antigos, mas um filme que parece mofado, parado naquele tempo em que pretendia criticar.

Alysson Oliveira


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