Romance do Vaqueiro Voador

Ficha técnica


País


Sinopse

Misturando depoimentos e uma encenação com o ator Luiz Carlos Vasconcelos, filme relembra dramas dos peões que construíram Brasília.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

24/04/2008

Neste filme de abertura do Festival de Brasília 2006, o cineasta paraibano Manfredo Caldas relembra os fantasmas da construção de Brasília. Numa linguagem semidocumental, o filme alinha depoimentos de diversos peões de obra, migrantes nordestinos que abriram o planalto goiano no final da década de 50 para construir a nova capital do País.

Os sobreviventes lembram os mortos, que tombaram vítimas de precárias condições de segurança em canteiros de obra – como o sempre citado “28” – e também da violência policial, quando ocorria alguma rebelião. Segundo os depoimentos, esses mortos eram sepultados em valas ou perto mesmo das construções, sem placa, sem contagem. Por isso, até hoje, seu número é incerto.

O filme de Caldas alterna o tom dramático destes testemunhos com uma narrativa poética, desenvolvida pelo ator Luiz Carlos Vasconcelos (de Eu Tu Eles), paraibano como o diretor. Ele comenta a tragédia dos “candangos”, como se chamam até hoje esses anônimos migrantes que fizeram Brasília (e que dão o nome ao troféu do festival de cinema brasileiro anual da cidade) por meio de trechos de um longo poema, de autoria de João Bosco Bezerra Bonfim.

Neusa Barbosa


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança