Amar... Não Tem Preço

Ficha técnica


País


Sinopse

Irène é uma jovem interesseira, que vive de seu envolvimento com velhos ricos. Um dia, conhece um garçom, que se faz passar por milionário. Por causa desse engano, os dois vão viver riscos e aventuras.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

26/06/2008

Audrey Tautou, a eterna Amélie Poulain, estava saindo dos corredores sinistros de O Código Da Vinci quando encarou esta comédia cínica, que procura a batida de Bonequinha de Luxo (1961).

Claramente, a esguia Audrey segue as pegadas da outra Audrey tão magra quanto ela, a Hepburn, protagonista daquele filme, baseado em história de Truman Capote, dirigido por Blake Edwards.

Por essa pegada que procura a elegância, a ironia, embora todo mundo saiba de cara que a doce Irene (Audrey Tautou) siga aquela que se diz ser a mais velha profissão, o filme não cai na vulgaridade. Todo mundo sabe o jogo mantido entre esta bela jovem e os velhos ricos com quem ela circula. Como Jacques (Vernon Dotcheff), que, como todos os idosos acompanhantes de Irene, estão satisfazendo a própria vaidade ao ostentar sua beleza nos ambientes em que circulam. E que são hotéis, cassinos, lojas, no sul da França, entre a Riviera Francesa e Monte Carlo.

Irene é aplicada e se deu bem com Jacques. Ele paga todas as suas contas e mantém seus hábitos caros, de champanhe a roupas no valor de vários dígitos. Ela corresponde com sorrisos e adulação. Ela até é capaz de alimentar o plano de um futuro tranqüilo – porque, sabiamente, poupa em proveito próprio, pensando no dia em que tudo acabar e ela não precisar mais disto.

O elemento-surpresa é um discreto garçom, Jean (Gad Elmaleh, de Xuxu). Ele trabalha num luxuoso hotel e é incapaz de dizer não. Por conta disto, ele acumula funções que nada têm a ver com a sua própria, como passear com inúmeros cachorros de estimação dos hóspedes.

Com a sua cara de Buster Keaton, ele encontra Irene sozinho um dia, altas horas, no bar do hotel. Ela o confunde com um rico hóspede e ele mantém a mentira. Como tem acesso às suítes mais luxuosas do hotel, ele consegue manter o engano por toda uma noite. Uma noite que será fatal para Irene, que será despachada por Jacques, sem direito a manter o cartão de crédito e muito menos as roupas que ele comprou para ela.

Na rua da amargura, ela vira uma fera contra Jean – com bastante razão. Um ano depois, eles se reencontram e ela põe para funcionar um plano de vingança. Por conta das artimanhas da sorte, Jean acaba, ele mesmo, tornando-se protegido de uma ricaça, Madeleine (Marie-Christine Adam).

Agora que estão no mesmo barco, Irene e Jean têm algumas figurinhas para trocar. Mas será que é só isso? O tempero é romântico e o filme, como se sabe, não pretende dizer nada sério. É de efeito leve, como champanhe.

Neusa Barbosa


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