A Última Amante

Ficha técnica


País


Sinopse

Ryno tem um belo futuro pela frente, ao lado da sua futura mulher, Hermangarde. Porém, sua paixão por sua amante, Vellini, pode ser um empecilho.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

26/06/2008

A diretora francesa Catherine Breillat é mais conhecida pelos escândalos causados pelas cenas de sexo explícito em seus filmes – em especial, Romance X (1999), que contava com a participação do ator pornô Rocco Siffredi. Quase dez anos depois, a cineasta fez alguns filmes – muitos com cenas tórridas (poucos chegando ao circuito comercial brasileiro), sofreu um derrame, recuperou-se e fez A Última Amante, que participou da mostra competitiva de Cannes, em 2007.

A Última Amante é baseado num livro de 1851, de Jules Barbey d'Aurevilly. O fato de ser um filme de época aparentemente torna-o mais denso do que os outros da diretora, que muitas vezes parecem excessivamente estilizados sem alcançar profundidade.

Um letreiro inicial informa que a ação se passa em ‘1835, o século de Pierre Choderlos de Laclos’. Ou seja, o autor de As Relações Perigosas, um livro (que também rendeu várias adaptações - a mais famosa de 1988, dirigida por Stephen Frears) sobre joguinhos sexuais de uma nobreza ociosa, que de tão ensimesmada não viu a ascensão da burguesia, que tirou os nobres do poder. Aqui, Breillat, no entanto, não trabalha na mesma chave do cinismo da outra obra e se concentra no drama.

A amante do título é a espanhola Vellini, interpretada pela italiana de espírito global Asia Argento. Ela é a amante mais velha e de longa data do jovem Ryno de Marigny (Fu'ad Ait Aattou). Ele pretende deixá-la para se casar com Hermangarde (Roxane Mesquida), por quem alega estar apaixonado. Teoricamente, não é necessário abandonar a amante para se casar, mas o rapaz parece querer fazer tudo direito. Entretanto, a paixão entre os dois é grande e o ego ferido de Vellini promete não deixar Ryno em paz.

A maior diferença entre esse filme e os outros da diretora não está na ausência de cenas explícitas que causem controvérsia, mas sim na forma como ela observa a dinâmica do amor e das relações humanas. Este é um filme sobre o embate entre o amor e a paixão – e como essa batalha pode machucar as pessoas. Se os finais pessimistas e as mortes dolorosas eram o único destino de suas personagens, aqui ela encontra algo diferente – pode não chegar a ser redenção, mas, ainda assim, há uma certa esperança.

Alysson Oliveira


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