Show de Bola

Ficha técnica


País


Sinopse

Tiago sonha em ser jogador de futebol e sair da favela. Surge a oportunidade de fazer um teste num time carioca, mas os problemas de saúde de sua mãe o atrapalham. Por isso, ele pede ajuda a Tubarão, traficante que domina a favela.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/08/2008

Há algo de curioso neste filme, cujo tema não podia ser mais brasileiro, favela e futebol. No entanto, apesar do elenco brasileiro e dos diálogos em português, Show de Bola mostra pouco do Brasil real. Dirigido por um alemão, Alexander Pickl, diretor de videoclipes, que chegou a fazer um da cantora Luka, acaba sendo mais uma daquelas histórias “para gringo ver”, repetindo velhos clichês sobre o País, em torno de futebol, violência mulheres bonitas e praias do Rio de Janeiro.

O ator Thiago Martins (Era uma vez...) interpreta novamente o garoto da favela de bom coração, que sonha em sair do morro honestamente, e que na tela também se chama Tiago. Para realizar sua meta, ele conta com seu talento no futebol e tenta uma vaga quando há uma seleção de novos talentos de um time carioca.

A vida do rapaz não é fácil. Seu pai foi assassinado na sua frente quando ele era pequeno, num estádio de futebol. A mãe está doente e não sai da cama. Ele conta apenas com o apoio do irmão mais velho (Gabriel Mattar), que trabalha e não quer se envolver com os traficantes do morro, liderados por Tubarão (Lui Mendes).

Mas Tiago é uma combinação entre inocência e necessidade e acaba aceitando ajuda de Tubarão, quando a mãe passa mal e precisa de médico e remédios. A vida do rapaz fica mais complicada ainda quando ele se envolve com a irmã do traficante, Juliana (Naima Santos).

A partir de então, muita coisa começa a dar errado na vida de Tiago, que é ligado a alguns crimes por acompanhar seu melhor amigo, Sabiá (Luís Otávio Fernandes).

Com uma fotografia trabalhada e montagem ágil, Show de Bola procura um lugar à sombra de Cidade de Deus. Talvez Pickl tenha visto o filme de Fernando Meirelles e pensado que poderia ser fácil fazer um trabalho sobre o mesmo tema. Mas a sua falta de familiaridade com o cenário brasileiro, a dinâmica de uma favela e a própria brasilidade depõem contra o seu filme.

Tão carregado na sua boa vontade, quando na sua ingenuidade, com uma favela com cara de cidade cenográfica, Show de Bola não encontra algo de novo ou relevante para dizer – ao menos para os brasileiros.

Alysson Oliveira


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