O Menino do Pijama Listrado

Ficha técnica


País


Sinopse

Bruno é filho de um oficial nazista. Sua família se muda de Berlim para uma casa ao lado de um campo de concentração. Sem saber o que acontece, o menino torn-se amigo de um garoto judeu, prisioneiro do campo.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

11/12/2008

Adaptado do bestseller de John Boyne, um livro que já foi traduzido e vem sendo adotado em diversas escolas no Brasil, o enredo deste filme não deixa de expor o que talvez seja o detalhe mais terrível do funcionamento do nazismo: como seus mentores realizavam suas tarefas cotidianas como se não passassem disso, tarefas cotidianas. Ainda que isso compreendesse saquear roupas e bens de prisioneiros, submetê-los a um regime de trabalhos forçados e alimentação insuficiente, sem contar ausência de cuidados médicos; habitação indigna, higiene precária; e, ao final, condená-los ao extermínio em fornos de gás. É exatamente tudo isso o que faz o pai (David Thewlis) do menino Bruno (Asa Butterfield). O pai é um oficial nazista em ascensão, encarregado de um enorme campo de concentração, que vem a ser nada menos do que Auschwitz – considerado o maior campo de extermínio da II Guerra Mundial.

O ponto de vista, do livro e do filme, é o deste menino inocente de 8 anos. Acompanhando suas descrições, todos os leitores se tornam meninos. E, como garotinhos, vão descobrindo pouco a pouco do que se trata a “fazenda” em que “camponeses” trabalham usando “pijamas listrados”. Naquele tempo, muitos alemães eram como esse menino. Alguns continuaram negando depois tudo que foi inegavelmente exposto. Alguns, não só alemães, negam até hoje.

Sendo assim, é uma posição difícil criticar um filme assim tão cheio de bons sentimentos, que tem o coração do lado certo. O filme tem ainda a defesa de ser uma fábula. Não seria nunca realista imaginar que um menino alemão, filho do oficial comandante do campo de concentração, pudesse manter uma amizade do lado de cá do arame farpado com outro menino, o judeu Shmuel (Jack Scanlon), um prisioneiro, sem que nenhum guarda do campo percebesse. Mas o que temos aqui é uma parábola, que visa demonstrar que no fundo as pessoas são, como meninos, todas iguais e capazes de se compreenderem, superando as diferenças impostas por tiranias de ocasião.

Não se pode acusar o filme de ser difícil. Ele traduz, aliás com clareza didática, o horror do nazismo de um modo que qualquer pessoa pode entender, personalizando a tragédia também do lado da família do nazista – seu grande trunfo final. Isso tem seu valor. Mas será que, depois de tantos livros, filmes e outras obras de arte sobre o assunto, não é pouco? Será que este tom não tira do contexto histórico e banaliza, em vez de aprofundar, a compreensão deste que foi um dos momentos mais dramáticos da História do mundo?

Neusa Barbosa


Comente
Comentários:
  • 21/10/2010 - 15h13 - Por jaclecler isso pra mim ñ estar completo,pois eu queria saber qual era o contexto histórico do filme...
  • 26/10/2010 - 15h30 - Por Pâmela Pereita Esse texto na minha opinão não está completo. Pois, o que eu queria saber na verdade, é o contexto histórico !
  • 28/10/2010 - 11h20 - Por eduarda aline adorei o filme e chorei muito.........parabéns


    ,
  • 26/05/2011 - 10h23 - Por jay amei este filme o melhor filme que eu ja assistir
  • 25/07/2011 - 19h27 - Por ana eu adorei .......
    meu trabalho ficou ótimo...
  • 22/08/2011 - 17h56 - Por Beto e o contexto historico?
  • 22/08/2011 - 18h16 - Por Neusa Barbosa É uma das coisas de que eu sinto falta nesta história, contexto histórico...
    simplifica demais as coisas.
  • 26/09/2011 - 09h05 - Por jessica fortunato louzada nao gostei do final
  • 07/11/2011 - 18h48 - Por BARBARA não achei o contexto histórico
  • 10/09/2019 - 17h39 - Por leandro muito bom ,pois fala sobre a segunda guerra mundial
Deixe seu comentário:

Imagem de segurança