Glitter - O Brilho de Uma Estrela

Ficha técnica


País


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Crítica Cineweb

19/02/2003

Em 1993, Mariah Carey bateu a marca dos 20 milhões de cópias de seu Music Box. Este ano, a EMI desembolsou US$ 28 milhões para se ver livre da moça, após o fracasso de Glitter, com pífias 500 mil cópias vendidas. A cantora também viu naufragar a carreira comercial do filme Glitter - O Brilho de Uma Estrela, do qual é protagonista, que faturou apenas US$ 2,4 milhões no final de semana de estréia, contra os US$ 14,6 milhões do recém-lançado Crossroads, da rival Britney Spears.

O filme é mesmo puro martírio e apenas quem já teve a oportunidade de ouvir Mariah soltando a voz deve ter noção do que se trata. A jovem cantora Billie Frank (Carey) supera a infância difícil e luta para alcançar o estrelato e encontrar a família. Abandonada pela mãe, ela cresce em um orfanato e, anos depois, é descoberta pelo sedutor bad boy e DJ Julian Dice (Max Beesley), que se torna seu produtor e amante. Depois do estrelato, Billie entra em conflito com as antigas amigas e o namorado.

O filme traz inúmeros momentos "memoráveis", mas um em particular transcende os demais. Billie e Dice terminam o namoro e sentem falta um do outro. Eles sentam-se ao piano, cada qual em seu próprio apartamento, e telepaticamente compõem a mesma canção. Altamente previsível, o filme consegue ser ruim até no figurino. Ambientado nos anos 80, época acusada de extravagante e brega, com polainas, ombreiras e calças baggy, Glitter abusa dessa cafonice toda e deixa Billie ainda mais patética.

Um crítico do Los Angeles Times compara Glitter a Nasce uma Estrela, protagonizado por Barbara Streisand e inspirado no filme homônimo de 1954, estrelado por Judy Garland. Se os criadores do irreverente desenho animado South Park assistirem a Glitter, Barbara Streisand deixará de ser a vítima predileta das piadas do programa e passará a coroa para Mariah. Levando em consideração a maré de sorte da moça, isso até que poderia ser muito bem-vindo.

Cineweb-22/2/2002

Luara Oliveira


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