Caso 39

Ficha técnica


País


Sinopse

Uma assistente social consegue mandar para a prisão um casal que maltrata a filha. Ela fica com tanta pena da garota que a leva para a sua casa. As duas se tornam amigas. Porém, a menina se mostra diabolicamente perversa.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

07/04/2010

Em Caso 39, Renée Zellweger (Chicago) é Emily, uma super-assistente-social que não tem superpoderes, mas, como se vê mais tarde, esses viriam bem a calhar. Ela já cuida de 38 casos. Mas, como parece ser a melhor da cidade, seu chefe lhe dá mais uma pasta abarrotada de documentos e a foto de uma doce garotinha de cabelos compridos, olhos tristes e um casal de pais abusivos (Kerry O'Malley e Callum Keith Rennie).
 
Quando consegue colocar os pais da menina, Lili (Jodelle Ferland), na cadeia, Emily fica com tanta pena que pede a guarda provisória da garota. Conforme o tempo passa, porém, percebe-se que o olhar de anjo é mero disfarce. Ah, e o público fica sabendo que Lili é só um apelido – o nome dela é (sugestivamente) Lilith.
 
Lilith é o demônio em pessoa – literalmente. Como se descobre mais tarde – embora isso nunca seja bem explicado – a menina é a encarnação do demônio. Aos poucos, vai induzindo as pessoas a matarem ou cometerem suicídio, como o psicólogo amigo de Emily que trata da garota, interpretado por Bradley Cooper (Se beber, não case).
 
Custa um pouco até Emily entender que tipo de criatura levou para dentro de sua casa. A essa altura, ela se arrepende de ter tirado a menina de dentro do forno (!) quando pais (que nem eram tão malvados assim) tentavam assar (!) a menina. Mas aí já é tarde. A garota, que nem dorme, não desgruda da assistente social e a ameaça com suas forças sobrenaturais.
 
Dirigido por Christian Alvart (Pandorum), Caso 39 há dois anos aguardava um destino por parte dos executivos da Paramount. Nos EUA, o filme não foi lançado em cinemas até hoje, o que é de se estranhar. Afinal o circuito lá comporta muito mais bobagens – dado o número de salas de cinema – do que aqui.
 
O filme, com suas reviravoltas estapafúrdias, é risível do começo ao fim – especialmente no plágio quase descarado a filmes como A profecia e O chamado, ou sua trama sem pé nem cabeça, que não assusta em nada. Caso 39 não passa, na verdade, de um caso perdido. E caso encerrado!

Alysson Oliveira


Trailer


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