B1 - Tenório em Pequim

B1 - Tenório em Pequim

Ficha técnica

  • Nome: B1 - Tenório em Pequim
  • Nome Original: B1 - Tenório em Pequim
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: Brasil
  • Ano de produção: 2010
  • Gênero: Documentário
  • Duração: 100 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Eduardo Hunter Moura, Felipe Braga
  • Elenco:

País


Sinopse

António Tenório é um dos mais importantes judocas brasileiros e deficiente visual. Esse documentário o acompanha em sua preparação e participação na Paraolimpíada de 2008, em Pequim.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/08/2010

“Judô para mim é um ensinamento de vida. Ensina a perder e a ganhar”. Com essas palavras, o judoca brasileiro Antonio Tenório define sua paixão pelo esporte que o tornou mundialmente famoso. B1 – Tenório em Pequim, de Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura, acompanha a trajetória do judoca nas Paraolimpíadas de Pequim, em 2008, onde ele conquistou a quarta medalha de ouro em sua categoria.
 
B1 – Tenório em Pequim acompanha Tenório desde a conquista da vaga para representar o Brasil, passando por seu treino e preparação, até as lutas que renderam a medalha de ouro. Os diretores, ambos estreantes na direção de longa, buscam não apenas o atleta, mas o homem que existe por trás do esportista, portador de uma deficiência visual de classe B1, que significa totalmente cego.
 
O que sobressai na figura de Tenório, mais do que a garra, é o seu companheirismo e senso de responsabilidade. São especialmente bonitas as cenas em que ele, judoca experiente, dá apoio e consolo aos mais jovens. Ele é praticamente uma figura paterna a inspirar confiança.
 
Braga e Hunter Moura sabem dosar bem no documentário os momentos em que Tenório está lutando no tatame e aqueles em que conversa diretamente com a câmera falando de suas ansiedades, angustias e alegrias – muitas delas ligadas ao judô e às competições.
 
Com cenas filmadas no Brasil, França e China, B1 – Tenório em Pequim traça um retrato interessante e raro sobre judocas com deficiência visual contando com a participação de diversos esportistas que cruzam o caminho de Tenório. Partindo de uma parcela particular de esportistas, o documentário abrange a importância da paraolimpíada e dos esportes na vida dessas pessoas.
 
Como bem diz um atleta, o judô é um dos melhores esportes para deficientes visuais, pois a luta só começa quando um lutador toca no corpo do outro.
 
Ao narrar a trajetória de Tenório, Braga e Hunter Moura fazem um documentário emocionante sem nunca cair na pieguice. A vitória por si só já é emocionante e, quando acompanha a superação de uma adversidade, como a do judoca, ganha ainda mais força. 

Alysson Oliveira


Deixe seu comentário:

Imagem de segurança