Juntos pelo acaso

Ficha técnica


País


Sinopse

Holly e Eric se odeiam. Mas quando sua afilhada fica órfã, eles precisam se unir para cuidar da criança e superar suas diferenças.


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Crítica Cineweb

08/10/2010

Quando a atriz Katherine Heigl (Ligeiramente Grávidos) deixou a melodramática série de TV Grey's Anatomy, que a tornou conhecida, para investir em sua carreira cinematográfica, transformou-se uma estrela em ascensão. Benquista pelo público americano, a atriz passou de coadjuvante a protagonista das produções em que participou, elevando sua notoriedade, bilheteria e, claro, cachê.

No entanto, o que se tem visto nos últimos dois anos não é precisamente uma intérprete multifacetada, tal como prometia ao deixar seu lacrimoso programa-trampolim. Monotemática, enfiou-se no caudaloso gênero de comédia romântica, do qual, como viu Jennifer Aniston (que já se aventurou no cinema independente em Por um Sentido na Vida), é muito difícil sair. 

Os irregulares Vestida para Casar (2008), A Verdade Nua e Crua (2009) e Par Perfeito (2010), por exemplo, não conseguiram evidenciar o suposto talento da atriz, que parece apenas reciclar um mesmo personagem. E em Juntos pelo Acaso, não é muito diferente.

Aqui, ela faz o papel de Holly, uma moça sistemática e romântica, que se vê envolvida num encontro às escuras com Messer(Josh Duhamel, da franquia Transformers). A situação foi arranjada pelo casal Peter(Hayes MacArthur, de Ela é Demais para Mim) e Alison (Christina Hendricks, da série de TV Mad Men), melhores amigos de Messer e Holly, respectivamente.

Antes mesmo de começar, o encontro é um desastre e acaba em farpas entre os protagonistas. Mulherengo e com um comportamento adolescente, Messer é o oposto de Holly. Ainda assim, eles devem aprender a conviver, já que o casal de amigos os escolheu como padrinhos da filha Sophie.

O real conflito aparece quando Peter e Alison morrem em um acidente de carro, em cujo testamento deixam a custódia da filha aos seus amigos beligerantes. Em uma situação que só pode ocorrer nos EUA, Holly e Messer devem passar a viver juntos, como um casal, para que a menina não seja entregue à adoção.

O argumento é muito similar ao do filme
Raising Waylon (2004), feito para a TV americana, dirigido por Sam Pillsbury (de Free Willy 3, O Resgate), com a diferença de que a criança era pré-adolescente. Inspiração, aliás, não creditada neste filme.
 
O grande trunfo de Juntos pelo Acaso não está na história em si, mas nos divertidos diálogos e situações colocadas aos personagens. O diretor Greg Berlanti, criador da nova série televisiva No Ordinary Family (canal Sony, no Brasil), consegue aproveitar todo o humor do roteiro em contraponto à previsibilidade do que se vê na tela.

No duelo entre o drama, o romance e a comédia, o que tem se visto nos melhores filmes do gênero dos últimos dois anos, como 500 dias com Ela e Amor à Distância, o foco é o humor. Faz sentido quando a ideia maior, aqui, é agradar ao público feminino e masculino.

Sobre a atriz Katherine Heigl, o que se espera é uma nova escolha diversificada de papeis, para mostrar a que veio. Por mais que o público goste, é sempre cruel para uma atriz ser reconhecida em apenas um papel.  

Rodrigo Zavala


Trailer


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