Ricky

Ficha técnica


País


Sinopse

A operária Katie, mãe solteira de uma menina de 6 anos, conhece Paco, um colega espanhol que acaba de chegar. Os dois se envolvem e ela engravida novamente. O bebê é lindo, mas chora dia e noite sem parar. O motivo parece estar em estranhas manchas que lhe aparecem nas costas...


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

30/03/2011

Toda mãe costuma achar que o seu filho é diferente de todos os outros. Mas Katie (Alexandra Lamy), a protagonista de Ricky, tem todas as razões para isso. Afinal, o seu lindíssimo bebê, rosado, fofinho e de olhos azuis, tem nada menos do que... asinhas nas costas.
 
A partir deste simples – ou nada simples – detalhe, fica instaurado o clima surreal que será perseguido ao longo deste filme um tanto inusitado do celebrado diretor francês François Ozon. Conhecido por trabalhos como 8 mulheres, O tempo que resta e o recente O refúgio, Ozon aqui se arrisca como nunca em território novo, partindo de um conto da escritora Rose Tremain.
 
Diretor experiente, Ozon tenta equilibrar a estranheza da situação do bebê com fortes pitadas de drama realista. Assim, pinta com naturalismo o cotidiano da operária e mãe solteira Katie, que se desdobra entre o trabalho estafante e o cuidado de uma outra filha de 6 anos, Lisa (Mélusine Mayance).
 
Da mesma forma, traça-se um retrato um tanto cru do operário espanhol Paco (Sergi López), que chega à fábrica e entra num rápido relacionamento com Katie, do qual resultará o bebê extraordinário.
 
Um toque meio sinistro surge a partir da contradição entre a carinha perfeita do bebê e seu choro insuportável, dia e noite – cuja razão, afinal, está em misteriosas manchas nas costas que causarão inclusive um atrito entre o casal.
 
Evidentemente, o filme de Ozon pretende ir além de um conto grotesco em torno de um bebê exótico. Embora a loucura de toda a situação vá se desenvolvendo pouco a pouco – afinal, como manter uma coisa dessas em segredo na sociedade do espetáculo? -, é nítido que a história pretende explorar um pouco além das aparências.
 
Será que muda tanto assim a natureza do amor de uma mãe por um filho fora do comum ? Como um casamento pode absorver uma situação dessas? Em vários momentos, como na vida real, quem parece lidar melhor com as indagações inevitáveis dessa situação estranha é mesmo a pequena Lisa – que, do alto do bom senso dos seus 6 anos, aceita as coisas como são e segue em frente.

Neusa Barbosa


Trailer


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