A inquilina

Ficha técnica


País


Sinopse

Juliet é uma médica de pronto-socorro que tenta esquecer o ex-namorado e se afunda no trabalho. Quando finalmente encontra um bom apartamento perto do hospital, ela nem desconfia que seus problemas só estão começando por causa de seu locador maníaco.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

20/07/2011

Pobre Hilary Swank! Não tem tido muita sorte nas telas. Em Amélia foi uma aviadora que sumiu sem deixar pistas; em A colheita do mal enfrentou pragas de proporções bíblicas; e, agora, em A inquilina, ela encontra um locatário que está mais preocupado em persegui-la do que receber o aluguel em dia. Fica difícil entender as escolhas da atriz – que tem grandes trabalhos em seu currículo, como Menina de Ouro e Meninos não choram, que lhe renderam dois Oscars.
 
Em A inquilina, Hilary é Juliet, médica de pronto-socorro que se atola no trabalho para esquecer a separação. Ela encontra um apartamento, não muito novo, mas com preço acessível e perto de seu trabalho. No prédio moram apenas o dono, Max (Jeffrey Dean Morgan, de “Os predadores”), e seu pai, August (o veterano Christopher Lee, da trilogia “O Senhor dos Anéis”).
 
Coisas estranhas acontecem, porque do contrário não haveria filme. Tudo balança quando o trem passa nos trilhos ao lado do prédio, uma taça de vinho tinto cai no piso branco e faz lembrar sangue – esse é o ponto alto da direção nada inspirada do finlandês Antti Jokinen, que até o final dos intermináveis 90 minutos do longa vai abusar da boa vontade do público com o excesso de clichês.
 
Muito antes da metade da história, Max mostra que não é bem o sujeito bonzinho que até agora fingiu ser. Ele é obcecado por Juliet – e não se dê ao trabalho de perguntar o porquê. Por isso, ele a observa por vãos e frestas que ligam os dois apartamentos. A moça, por sua vez, vai se deixando seduzir pelo locatário. Até o momento em que a trama caminha para a conclusão, que não poderia ser mais frustrante.
 
O tédio de A inquilina deve muito ao fato de que Jokinen copia sem qualquer pudor clássicos e não-clássicos do gênero psicopatas-em-ação – com a variante apartamento-maldito – sem se dar ao trabalho de criar algo original. Estão aqui Psicose, Mulher Solteira Procura e até Invasão de Privacidade, sem falar na “trilogia do apartamento” de Roman Polanski: Repulsa ao Sexo, O bebê de Rosemary e O inquilino.
 
Mas Jokinen não sabe muito bem como orquestrar o pastiche de referências. A história é obvia demais para causar qualquer tipo de comoção no público. Não há tensão de qualquer espécie. E só a distraída Juliet custa a perceber que, algumas vezes, o aluguel anda pela hora da morte.


Trailer


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