Capitão América: o primeiro vingador

Ficha técnica


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Sinopse

Em 1941, no auge da II Guerra Mundial, tudo o que Steve Rogers quer é alistar-se no exército dos EUA e enfrentar os nazistas. Como é fraquinho, sempre é recusado. Sua sorte muda quando conhece um cientista, dr. Erskine, que inventou um soro experimental e quer criar super-soldados.


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Crítica Cineweb

27/07/2011

Heroi criado sob medida para inflar o patriotismo norte-americano durante a II Guerra Mundial, em 1941, o Capitão América não teve muita sorte nos cinemas, como se viu numa sofrível versão em 1990, Capitão América, de Albert Pyun.
 
Vinte e um anos depois, o personagem reencarna numa versão luxuosa, com muitos efeitos especiais e também na versão 3D, Capitão América: O Primeiro Vingador, de Joe Johnston, o experimentado diretor de Rocketeer, Jumanji e Parque dos Dinossauros III.
 
O patriotismo original injetado pelos criadores do gibi, Joe Simon e Jack Kirby, está compreensivelmente atenuado, um sinal dos tempos de crise econômica no pós-guerra do Afeganistão e guerra do Iraque. Mas a energia heróica ressurge intacta no corpo inicialmente franzino de Steve Rogers (Chris Evans, o Tocha Humana de Quarteto Fantástico). O rapaz do Brooklyn nova-iorquino quer porque quer alistar-se e lutar contra os nazistas, em 1941. Mas ninguém deixa. Pudera. Com um corpinho raquítico e uma enorme lista de doenças anteriores, ele é sistematicamente dispensado.
 
A coisa muda quando ele se encontra com o cientista alemão dr. Erskine (Stanley Tucci), que enxerga nele a cobaia ideal para um soro, em tese capaz de moldar super-soldados, e que foi testado uma única vez  - com alguns efeitos colaterais, já que gerou Johan Schmidt (Hugo Weaving), o Caveira Vermelha, um vilão que acha Hitler pouco e comanda uma organização paralela, a temível Hidra.
 
Submetido à experiência, Steve transforma-se num soldado forte e bombado. Apesar disso, não é enviado ao campo de batalha, como sonhava. O coronel Philips (Tommy Lee Jones) não quer nem ouvir falar disso. E o fortão acaba transformado por um senador no garoto-propaganda Capitão América, que percorre os EUA para ajudar a vender bônus de guerra junto com uma trupe de garotas.
 
Com a guerra no seu auge, não tarda a aparecer uma ocasião para que Steve ignore solenemente as ordens do coronel, com a total cumplicidade da agente Peggy Parker (Hayley Atwell, de O Sonho de Cassandra). Sozinho com sua força excepcional e um escudo metálico que usa com destreza, ele invade a fortaleza do Caveira Vermelha, resgatando cerca de 400 soldados aliados, entre eles, seu melhor amigo, Bucky Barnes (Sebastian Stan).
Com certeza, não é o fim do Caveira e do seu comparsa, o cientista dr. Zola (Toby Jones), que juntos se apoderaram de uma incrível fonte de energia, o polímero de carbono, capaz de alimentar armas de altíssimo poder de destruição. Só o escudo do Capitão América resiste a esse impacto.
 
Na versão 3D, ficam valorizadas algumas cenas de ação, sendo uma das melhores a primeira missão de Steve bombado, correndo descalço pelas ruas de Nova York para capturar um bandido, catando-o até debaixo d’água, num submarino. As outras são o ataque à fortaleza do Caveira Vermelha que resulta no resgate dos 400 soldados e a longa e eletrizante sequência aérea final.
 
Quem busca diversão, não tem do que reclamar. E quem gostou, já pode esperar a sequência, Os Vingadores, em produção, e que junta o Capitão América com o Homem de Ferro, Thor e outros personagens da Marvel em nova aventura.

Neusa Barbosa


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Comentários:
  • 30/07/2011 - 13h21 - Por abel ola neusa, gostei do filme melhor que thor e inferior a x-men, faltou melhores cenas dramaticas em alguns momentos a morte do melhor amigo foi uma dela , mas no geral o filme se saiu bem, ate o chris evans bonito de se ver mas geralmente inexpressivo que nem uma porta manda muito bem, vc viu aquele filme dele ultimo que saiu direto pro dvd perdedores era muito ruim.
  • 01/08/2011 - 20h52 - Por Neusa Barbosa oi Abel:
    concordo com vc, melhor que Thor, pior que X-men...
    Mas, no geral, acho que escapa um pouco do excesso de patriotismo (que é, até certo ponto, inevitável num heroi com esse nome...).
    O Chris Evans manda bem.
    Não vi esse Perdedores, não. Pelo jeito, não perdi nada, né?
    abs
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