Planeta dos macacos: a origem

Ficha técnica


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Sinopse

Um cientista procura a cura do mal de Alzheimer, que acomete seu pai. Faz experiências com uma droga nova num laboratório, testando-a em chimpanzés. Eles começam a demonstrar um aumento de inteligência, o que pode torná-los perigosos para a humanidade.


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Crítica Cineweb

10/08/2011

A chocante cena final de Planeta dos macacos, de 1968, com a imagem destruída da Estátua da Liberdade numa praia, comprova  para o incrédulo protagonista, o astronauta George Taylor (Charlton Heston), que ele está na Terra dominada pelos primatas e não em um planeta misterioso, no qual a Teoria da Evolução teve outro desdobramento.
 
Em Planeta dos macacos: a origem, o grande blockbuster da semana, que manteve por duas semanas consecutivas a liderança na bilheteria americana (agora, está em segundo lugar), o diretor Ruppert Wyatt revela como tudo aconteceu, fruto de efeitos colaterais de experiências genéticas fracassadas para encontrar a cura de doenças neurológicas degenerativas, como o mal de Alzheimer.
 
Mas, ao contrário do filme original, uma ficção científica inesquecível, inspirada no livro do francês Pierre Boulle, aqui o que mais chama a atenção são os efeitos especiais que utilizam a técnica de motion capture desenvolvida em Avatar e permitem ao ator Andy Serkis, que veste a pele do chimpanzé César, um desempenho espetacular. O roteiro atual é apenas pretexto para a continuidade da saga, com os macacos já rebelados e os homens enfrentando uma epidemia mortal.
 
Will Rodman (James Franco) trabalha em um laboratório que utiliza chimpanzés em pesquisas para a cura de doenças neurológicas. O cientista tem um interesse especial na pesquisa pois seu pai (John Lithgow) sofre de Alzheimer. Os resultados parecem, à primeira vista, muito promissores. Uma fêmea, submetida a um novo medicamento, demonstra um rápido desenvolvimento intelectual. Mas, repentinamente, ela fica agressiva, foge da jaula e espalha o pânico no laboratório e acaba morta por um segurança. O motivo da agressividade, descoberto pouco depois, é que ela teve um filhote e procurava protegê-lo.
 
Todos os animais remanescentes são mortos e Will leva o filhote para sua casa. Batizado de César, ele faz companhia para seu pai e demonstra uma rara inteligência. O cientista passa a acreditar que as drogas testadas na mãe do animal são responsáveis pelo progresso. Will adapta a casa para uso do chimpanzé, mas será difícil mantê-lo afastado do mundo exterior. Numa de suas fugas, ataca um vizinho e é removido para um centro de primatas. Aí começarão os problemas de César e, consequentemente, de toda a humanidade.
 
Como nos filmes sobre prisões, César sofrerá maus tratos, precisará aprender a conviver com os outros de sua espécie e aprenderá a não confiar nos seres humanos. É o que basta para ele alimentar uma revolta que canalizará, no momento oportuno, em rebelião.
 
Se o filme ganha em ação nessa segunda parte, com o triunfo dos efeitos especiais, perde em credibilidade, até então conseguida com as cenas de laboratório e a discussão dos limites éticos do uso de animais em experiências científicas. Mas, como o que interessa mesmo é a ação, só nos resta acompanhar as peripécias de César no comando de seus legionários rebelados, forte candidato à estatueta de melhor chimpanzé na próxima festa do Oscar. 

Luiz Vita


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Comentários:
  • 26/08/2011 - 16h58 - Por abel sem dúvida nenhuma, um dos melhores blockbuster do ano, faz se pensar na humanidade.
  • 27/08/2011 - 22h18 - Por Gabriel Moraes Parece ser mto bom!
  • 30/08/2011 - 21h00 - Por marcos esse filme é muito bom!!!!!!!!!!
    vale apena cada centavo do ingresso
    quero ver de novo
  • 01/09/2011 - 19h15 - Por Mario Viana Pois é, Vita... Tendo a concordar contigo... Embora a primeira parte seja meio chatinha, é mais crível. A parte de ação, muito bem feita, força muito a mão - aquele voo do gorila, vamo combinar... Mas ok, dá pra ver.
  • 17/09/2011 - 19h49 - Por Gabriel Moraes "Planeta dos macacos- a origem" é sem dúvida um dos melhores filmes do ano. Inteligente,ágil e intenso. O filme desperta em nós o sentimento de persistência e discute até que ponto o homem tem o direito de intervir no destino que é imposto a todos nós: a morte. Com a ajuda dos efeitos visuais e do excelente roteiro,podemos acompanhar Caesar desde bebê e sentir tudo pelo que ele passou."Caesar está em casa", diz o inteligentíssimo símio num final muito apropriado. De fato, foi uma jornada pela liberdade.E foi bem merecida.
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