O último dançarino de Mao

Ficha técnica


País


Sinopse

Filho de uma família de camponeses, o menino Li Cunxin é recrutado por funcionários do governo chinês para estudar dança em Pequim, forçando uma separação da família, juntamente com diversas outras crianças da sua e de outras aldeias. Ainda que emocionalmente divididos, os pais viam aí uma oportunidade de um futuro melhor para os filhos. Em Pequim, Li esquece a infância em favor de um treinamento intensivo, não raro doloroso.


Nota Cineweb

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Crítica Cineweb

08/12/2011

Prêmio de público na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo há dois anos, O último dançarino de Mao, do australiano Bruce Beresford (Conduzindo Miss Daisy), tem seu drama bem plantado em raízes verídicas. O roteiro adapta a biografia do bailarino chinês Li Cunxin, cuja história pessoal foi atravessada pelos altos e baixos da Revolução Cultural. O filme estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro.
 
O próprio Li Cunxin aprovou seu intérprete na tela, o bailarino Chi Cao, que o encarna na fase adulta. Cao, aliás, é filho de dois professores do personagem real na Academia de Balé de Pequim.
 
Criança, Li (nesta fase interpretado por Wen Bin Huang) vive com os pais camponeses. Até o dia em que sua aldeia é visitada por representantes do governo, recrutando candidatos para treinamento artístico e atlético. O menino é escolhido para estudar dança em Pequim, forçando uma separação da família, juntamente com diversas outras crianças da sua e de outras aldeias. Ainda que emocionalmente divididos, os pais viam aí uma oportunidade de um futuro melhor para os filhos.
 
Em Pequim, Li esquece a infância em favor de um treinamento intensivo, não raro doloroso. A ideologia penetra todas as instâncias da vida do garoto, já que os temas dos espetáculos de balé são todos dirigidos para o enaltecimento dos valores da revolução comunista.
 
Uma visita do presidente Richard Nixon à China, em 1972, dá início a um processo de aproximação com os EUA. A partir daí, começa a ocorrer um intercâmbio maior entre os dois países, inclusive de artistas, que mudará a vida de Li Cunxin.
 
O diretor do balé de Houston, Ben Stevenson (Bruce Greenwood), impressiona-se pelo talento do bailarino chinês, que é convidado para uma temporada no Texas. Lá, ele descobre uma realidade inteiramente diferente da de seu país.
 
O choque cultural e a paixão pela bailarina Elizabeth (Amanda Schull) amadurecem em Li a intenção de ficar nos EUA – uma decisão que provoca um incidente diplomático e acarreta uma sequência de acontecimentos dramáticos.
 
Se o filme de Beresford incide num certo maniqueísmo simplificador ao retratar a situação política e fica devendo aprofundamento dramático de diversos personagens e situações, certamente não economiza ao proporcionar o encantamento de diversas sequências de dança.

Neusa Barbosa


Trailer


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