Rock of Ages: O filme

Ficha técnica


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Sinopse

Sherrie vai para Hollywood em busca de sucesso. Ao conhecer Drew, vai trabalhar num bar famoso na Sunset Strip, onde o lendário Stacee Jaxx fará seu show de despedida da banda – e começará sua carreira solo. Entre uma versão e outra de um rock do fim dos anos de 1980, o longa acompanha a trajetória desses personagens em busca do sucesso.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/08/2012

Para o cinema a década de 1980 jamais vai acabar. Fonte de lucro e culto, o período é revisto agora no musical Rock of Ages – O Filme, que ressuscita mais músicas do que atitudes rock ‘n’ roll ao longo de duas horas de cantoria. De Def Leppard a Twisted Sisters, de Journey a Foreigner – com direito a canções escritas na década de 1990 –, a trilha sonora canibaliza o que ainda resta de memória daquela época em releituras que não seriam aplaudidas nem em karaokê.
 
A precariedade das interpretações poderia até passar batido não fosse esse musical um grande pastiche cômico mal resolvido, em cuja narrativa, em momento algum, qualquer personagem ou situação se compromete com a mais elementar veracidade em relação aos ícones a que se refere. Os roqueiros daqui são limpinhos, não usam drogas, quando muito bebem. Tom Cruise encarna um exemplar dessa fauna, chamado Stacee Jaxx – músico à la Axl Rose que pretende começar uma carreira solo.
Como todo musical sobre o cenário musical, este parte do ponto de vista de novatos. Julianne Hough é Sherrie, garota que sai de uma cidadezinha rumo a Hollywood, onde espera fazer sucesso como cantora. Por acaso, conhece Drew – interpretado por Diego Boneta, que entre 2005 e 2006 fez parte do elenco do televisivo mexicano Rebelde. Ele a ajuda a conseguir um trabalho de garçonete no bar de Dennis (Alec Baldwin) – lugar icônico da não menos icônica Sunset Strip (no caso, uma reprodução cenográfica).
 
Drew e Sherrie seguem caminhos paralelos, mas em vias opostas: ambos, a seu modo, se prostituem, abrindo mão de seu sonho de cantar. Ah, tem também a velha máxima hoolywoodiana de ir atrás de seus sonhos porque sempre dá certo (vide o nome de uma das músicas do filme: “Don’t stop believing”). Talvez por isso, poucos personagens apresentem alguma nota real com uma gota de humanismo – como Mary J. Blige, dona de uma boate de striptease. A atriz não só traz verdade ao seu personagem, como parece ser a única pessoa realmente capaz de cantar no filme. Julianne, por sua vez, com sua voz anasalada, estaria mais confortável com as canções adocicadas de Britney Spears do que com o rock pesado que pede raiva nas veias.
 
Rock of Ages traz à mente outros musicais que recorreram a melodias já conhecidas para contar uma história. Mas está mais para Mamma Mia do que para Across the universe – o que é paradoxal, se pensarmos que a trilha pop aqui teria mais a ver com os Beatles do que com o ABBA. A direção de Adam Shankman é burocrática e serve apenas para o exibicionismo de Cruise – que vive uma espécie de versão sem graça do guru sexual que interpretou em Magnólia (1999).
 
Não se contentando com a cantoria, Rock of ages levanta uma questão política. Catherine Zeta-Jones faz a mulher do prefeito, que toma as rédeas da campanha com o projeto de sanitizar Sunset Strip e “mandar o diabo de volta para o inferno”, como ela mesma diz. Não é preciso muito esforço para descobrir porque ela odeia tanto Stacee. O ideal dela parece tomar conta do filme que, em sua essência, é limpinho e sem gosto. Chega a parecer uma versão de Glee, apenas mudando acordes.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 09/06/2013 - 13h52 - Por Wesley Como ? O rock farofa de Skid Row, Poison , Jorney e etc tem mais a ver
    com beatles do que com ABBA? Voce realmente sabe do que esta
    falando ? Se for pelo fato dos artistas empunharem instrumentos, pode
    ser. Mais do ponto de vista de cancoes, os farofas tem mais a ver com pop acucarado
    do ABBA do que com qualquer outro tipo de rock mais autoral .
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