A delicadeza do amor

Ficha técnica


País


Sinopse

Nathalie tem uma vida feliz com seu marido, mas quando ele morre num acidente, ela vê seu mundo desabar. O único consolo se torna o seu trabalho. Com poucos amigos e praticamente sem vida social, ela não pensa em se apaixonar novamente. Porém um novo colega na empresa poderá mudar a situação.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

23/05/2012

 Em A delicadeza do amor, a francesa Audrey Tautou interpreta novamente uma variação de sua personagem mais famosa: Amélie Poulain. Aqui, temos a Amélie levemente triste, num cenário francês idílico, numa história de amor pop à la Nick Hornby – mas escrita por um francês, David Foenkinos, que ao lado de seu irmão, Stéphane Foenkinos, dirige a adaptação de seu romance.
 
Os primeiros 15 minutos do filme mostram Amélie, ou melhor, Nathalie vivendo um amor dos sonhos com seu marido. Conhecemos seu cotidiano, as pequenas alegrias e problemas do cotidiano de um casal normal. Até que um dia ele é atropelado e morre. A vida de Nathalie sai dos eixos e ela se entrega ao trabalho sem qualquer limite – de forma quase doentia, a ponto de seus colegas pensarem – não sem razão – que ela não tem uma vida propriamente dita.
 
A chegada na empresa em que trabalha de um sueco desajeitado é a chance de mudança. Não que ele seja o príncipe encantado que resgatará Nathalie do seu luto eterno – mas, sem qualquer motivo aparente, ela o beija. A vida, também sem graça, de Markus (François Damiens) ganha um colorido especial, e ele pensa que ela está apaixonada por ele.
 
Bem, ela não está, mas vai ficar, diz a regra das comédias românticas. Do estranho início, o casal caminha para a compreensão e a mudança mútua de suas vidas, por conta desse relacionamento. Transitando entre as pequenas alegrias cotidianas (novamente) e os exageros do cinema, o filme tende a flertar mais com o segundo do que com o primeiro. A vontade de contar a história de um amor-mágico vai contra qualquer naturalismo que poderia emergir dessa trama que, por natureza, não é capaz de se reinventar.
 
Os irmãos Foenkinos gostam dos exageros doces do amor e das amarguras que podem consumir e separar seus personagens. Às vezes, a dupla faz um retrato da solidão e da dor – que funciona bem – mas quando eles querem ser ‘poéticos’ caem no clichê da luz difusa e da trilha sonora ‘delicada’ que parece assolar o cinema independente do mundo ao contar uma história de amor.
 
O personagem masculino, Markus, tem mais nuances e, por isso mesmo, um desenvolvimento mais interessante. De desconhecido solitário, ele se torna uma figura popular na empresa em que trabalham e sonha que se transformou num imã para mulheres. A cena em que sobe uma rua e todas as modelos que parecem desfilar por ali flertam com ele é o que há de melhor no filme.
 
Por outro lado, a personagem de Audrey – talvez mais que a interpretação dela – poucas vezes encontra a dimensão humana real de Nathalie. Ela se resume à versão triste de Amélie que não quer encontrar um novo amor. Subtrai-se o fator fofura da personagem, e o que sobra não é muito.

Alysson Oliveira


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Comentários:
  • 12/07/2012 - 19h05 - Por Película Criativa Delicadeza do Amor se sustenta por sua sinceridade. O filme possui seus altos e baixos e ainda transmite uma vaga sensação de déjà vu, mas ele nunca perde o charme, provando que essa estranha história de amor não pode ser subestimada por ninguém.

    http://peliculacriativa.blogspot.com.br/2012/07/critica-delicadeza-do-amor-la.html
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