Hotel Transilvânia

Ficha técnica

  • Nome: Hotel Transilvânia
  • Nome Original: Hotel Transylvania
  • Cor filmagem: Colorida
  • Origem: EUA
  • Ano de produção: 2012
  • Gênero: Comédia, Infantil
  • Duração: 91 min
  • Classificação: Livre
  • Direção: Genndy Tartakovsky
  • Elenco:

País


Sinopse

Para que ele e seus amigos monstros se livrem da perseguição dos humanos, o conde Drácula abre um hotel no meio da floresta. Ele vive em paz e cria sua filha que está prestes a completar 118 anos. Pouco antes da festa, um jovem humano consegue se infiltrar no local e se apaixona pela menina – e é correspondido.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

02/10/2012

O conceito da animação infantil Hotel Transilvânia é bem simples: cansado das perseguições dos humanos, o conde Drácula constrói um hotel escondido no meio de uma floresta onde monstros e outras criaturas estranhas podem se esconder e ter alguns dias de paz.
 
A execução do desenho não é ruim, mas, ainda assim, o filme não alcança todo o potencial que promete. A resposta está no roteiro, que tem dificuldades de ir além de seu bom ponto de partida. A narrativa deslancha a partir da chegada de Jonathan (voz de Andy Samberg, na versão original, e Mckeidy Lisita, na nacional), garoto mochileiro, interessado em conhecer o mundo que, por acaso, encontra o hotel.
 
Drácula (Adam Sandler/Alexandre Moreno) está preparando a festa de 118 anos para sua filha, Mavis (Selena Gomez/Fernanda Baronne), quando Jonathan chega procurando um quarto, curioso pelo aspecto tão inusitado do local. A presença de um humano pode acabar com os negócios do vampiro – afinal, trata-se de um oásis dos monstros. Por isso, ele disfarça o garoto como Frankenstein e diz para o verdadeiro monstrengo que o novato é primo do seu braço.
O garoto vai ensinar aos monstros a se divertir de verdade e também se apaixona por Mavis – que retribui a atração. A garota segue o estereótipo da adolescente rebelde contrariando as ordens do pai, curiosa por conhecer o mundo – mesmo quando Drácula diz que é perigoso, pois os humanos acabam com eles.
 
O elemento estranho no reino dos monstros tem um quê da garotinha Bo, que na animação Monstros S. A. causou transtorno e transformações ao invadir o mundo das criaturas bizarras que ganham a vida assustando humanos. Mas o humor aqui não é tão sutil ou sofisticado.
 
Há, aliás, uma referência à Pixar, porém, mais explícita: o cozinheiro do hotel é francês e tem como guru um rato – mas, ao contrário do protagonista de Ratatouille, o roedor aqui não tem nada de fofo ou simpático, é sujo e feioso, como os de verdade.
 
Os traços e o colorido do longa são atrativos e a riqueza de detalhes é impressionante – basta ver o interior da capa do Drácula: parece de verdade, com sua textura e brilho. Mas, em se tratando de roteiro (não se trata da ideia original, mas do desenvolvimento desta), seria preciso um esforço maior. No final, o fato de ser assinado por cinco pessoas pode até ter atrapalhado. 

Alysson Oliveira


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