Killer Joe - Matador de aluguel

Ficha técnica


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Sinopse

Chris está mais do que encrencado. Ficou devendo para criminosos e agora precisa arrumar o dinheiro de qualquer modo. Tem a ideia sinistra de mandar matar sua mãe, que é separada de seu pai, para receber seu seguro de vida. O matador é um policial que faz serviço sujo por fora e se chama Killer Joe. Mas ele exige uma garantia.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

14/02/2013

Em Killer Joe – Matador de Aluguel, o cineasta norte-americano William Friedkin retoma a obra do dramaturgo Tracy Letts – a quem já havia adaptado em seu filme anterior Possuídos (2006).  O personagem-título, interpretado por Matthew McConaughey, veste-se de preto dos pés à cabeça – o que inclui o par de botas e o chapéu de caubói – e trabalha como policial, mas fatura mesmo como assassino profissional. Com o tempo, percebe-se que, para ele, matar não é apenas uma forma de engordar o orçamento, mas uma forma de sentir um prazer perverso.

Cada um dos personagens, mais cedo ou mais tarde, revela-se o perfeito idiota – ninguém está a salvo, nem mesmo o protagonista, que ganha o nome de guerra de "Killer Joe". Tudo começa a dar errado quando é contratado por Chris (Emile Hirsch) para matar sua mãe, para que ele, seu pai, Ansel (Thomas Haden Church) e a irmã, Dottie (Juno Temple), recebam o seguro de vida e Chris possa saldar suas dívidas.
 
A rede de equívocos que amarra cada um dos membros dessa família disfuncional ao matador e, consequentemente, sela o seu destino, passa também por Sharla (Gina Gershon), a nova mulher de Ansel, que também pretende receber sua parte do bolo. Joe é uma presença forte na tela e na trama, o que, muitas vezes, ofusca os demais personagens, deixando claro o que eles são: coadjuvantes.
 
Desde sua primeira montagem teatral, nos anos de 1990, Killer Joe – Matador de aluguel é classificada como comédia – de humor negro, é claro. A força do longa, por sua vez, está no enredo e nas situações cada vez mais insólitas da trama. O filme tem seus momentos engraçados e desperta alguns risos, muitos deles, amarelos. 
 
Possuídos se resumia a dois personagens num único cenário, onde sua paranoia se materializava. O diretor Friedkin apropriou-se bem do cenário claustrofóbico e extraiu boas interpretações de seus atores, Ashley Judd e Michael Shannon. O experiente cineasta tenta fugir da estrutura teatral, mas o texto – mais do que a ação – domina o filme. Além disso, Friedkin nem sempre lida bem com os excessos (menos seria mais, neste caso).
 

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