Alabama Monroe

Alabama Monroe

Ficha técnica


País


Sinopse

Elise é uma tatuadora e com uma fé que parece inabalável. Didier é um cantor de música country e ateu. A paixão entre os dois é imediata, e uma gravidez os une ainda mais. Porém, a doença da filha coloca seu amor à prova.


Nota Cineweb

PéssimoRuimRegularBomÓtimo


Crítica Cineweb

13/01/2014

Desde sua primeira cena, o belga Alabama Monroe mostra que não está disposto a ser sutil. O longa começa com um casal devastado no hospital ao lado da filha de 6 anos com uma doença terminal. Eles são Didier (Johan Heldenbergh) e Elise (Veerle Baetens), pais de Maybelle (Nell Cattrysse), que luta por sua vida. Indo e vindo no tempo, o filme, dirigido por Felix Van Groeningen, acompanha a evolução do romance do casal e suas reações diante da tragédia.
 
Com fluidez, a narrativa coloca lado a lado momentos do passado e do presente e as adversidades que Didier e Elise enfrentaram juntos. São duas pessoas bastante diferentes: ele com seu estilo caubói, barba comprida e gosto pelas músicas country, enquanto ela não se deixa prender por nada, e cujo corpo é coberto por tatuagens. Quando ela se junta  à banda dele, percebe-se que o casal assumiu uma relação séria.
 
Se, num primeiro momento, a gravidez dela é motivo de pânico, logo ele aceita o fato e começa a reformar a casa da fazenda onde está estacionado o trailer onde moram. A trajetória de Didier e Elise no passado é pontuada pelas cenas no hospital com a filha que passa por quimioterapia, e por outras nas quais a banda alcança a fama e começa fazer apresentações pela região. À medida que se apresenta o passado feliz do casal, cresce a angústia pela melancolia do presente.
 
Baseado numa peça co-escrita pelo ator Heldenbergh, Alabama Monroe, deixa-se levar pelas lágrimas fáceis em sua última parte, mas ainda assim encontra respaldo na atuação precisa do elenco e na dimensão humana dos personagens. Elise, a cada cena, se torna mais fervorosa, mais apegada à religião, enquanto Didier, um ateu, continua a sonhar com os Estados Unidos – para ele, o país dos sonhos.
 
É claro que a qualquer momento essa visão idealizada desmorona – especialmente quando George W. Bush veta a pesquisa com células-tronco, o que poderia ajudar no tratamento de sua filha. 

Alysson Oliveira


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